Polícia

Trabalhador é friamente executado em Pernambués

Publicado em 16/01/2012, às 18h51   Redação Bocão News




"A gente saiu do trabalho e passou na vendinha onde ele iria comprar pão. Quando eles (os supostos policiais) chegaram com o nome da "lá ela" na boca perguntando onde estavam as armas. Eles não pediram a identidade da gente. Levaram nossas coisas, documentos até os R$ 300 que o rapaz tinha recebido do chefe", descreve um colega de trabalho que estava com Jurandir de Almeida Moura, executado na última sexta-feira (13), às 18h30, em uma mercearia, localizada na rua Milton Monford, no bairro de Pernambués.


O enterro de Jurandir aconteceu no sábado (14), na cidade de Castro Alves, a 194 km de Salvador. "Os policiais chegaram perguntando de armas. Nem canivete eles tinham, eles estavam indefesos. Os caras atiraram no rapaz. A polícia que é para defender a gente veio para matar. Depois eles disseram que foi troca de tiro. Troca de tiro o quê? Muitas pessoas estavam no enterro dele. Você já viu gente de bem ir para enterro de bandido?", desabafa um amigo de infância de Jurandir.

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De acordo com uma pessoa que presenciou o crime, Jurandir foi executado friamente. "Eles mandaram os dois sentarem no chão e depois mandaram deitar com as mãos na cabeça. O dono do lugar chegou a pedir para não matar Jurandir, pediu para os policiais olharem a mochila dele, para ver que ele era pai de família, mas não adiantou", conta o homem que disse que quatro pessoas teriam participado da execução.

Segundo outro parente da vítima, os policiais chegaram a levar Jurandir para um hospital. "Eu cheguei lá e procurei saber se alguém baleado tinha dado entrada. Uma pessoa que trabalha no hospital disse que os policias falaram que foi troca de tiros. O que eles fizeram não é coisa de ser humano", disse.

Na tarde desta segunda-feira (16), parentes e amigos da vítima realizaram uma manifestação que saíram de Pernambués e seguiram para Paralela. Policias militares acompanharam o ato. Jurandir deixa a esposa, a dona de casa Maria Andreia da Silva Moura, de 34 anos, e uma filha de 13 anos.


Fotos: Bocão News // Gilberto Júnior

Classificação Indicativa: Livre

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