Polícia

Manifestação: funcionários do Samu apontam problemas no serviço

Imagem Manifestação: funcionários do Samu apontam problemas no serviço
Categoria realiza passeata nesta terça-feira (14) e ameaçam paralisação  |   Bnews - Divulgação

Publicado em 14/02/2012, às 07h38   Redação Bocão News



Na manhã desta terça-feira (14), funcionários do Samu devem iniciar uma caminhada que sairá do  5º Centro de saúde em direção à prefeitura de Salvador, por conta de um conjunto de problemas apontados pela categoria.

Baixos salários, poucas ambulâncias, trotes, desligamento de alguns funcionários e incorporação de outros ainda não qualificados. Essa é a atual situação do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu). No total, a cidade conta com 79 ambulâncias, sendo que 38 ficam como reserva técnica, para substituir as que necessitam de reparos.

"Nós temos unidades que já tem o mesmo tempo que o Samu, oito anos. Pela lei as unidades de serviço emergência só podem circular por 150 mil quilometros ou até completar dois anos", o presidente do Sindicato dos Servidores do Samu, explicou Antenor Machado, presidente do SindiSamu.  Segundo ele, a prefeitura fez uma licitação para realizar reparos nas ambulâncias com defeito, mas o processo não foi finalizado.

Por dia, o Samu realiza cerca de 400 atendimentos distribuídos, atualmente, numa média de 20 ambulâncias. A exigência do Ministério da Saúde é de que pelo menos 41 unidades realizem o serviço. No entanto, a disponibilidade da oferta já chegou a ser de apenas 17 ambulâncias. O serviço deveria ser essencial á população que chega a esperar quase uma hora para o atendimento.

As ambulâncias estão há meses em manutenção na oficina Para-Choque, que desde 2007 realiza os reparos nas unidades. Segundo a assessoria do Samu, a demora para o conserto foi devido a problemas no processo de licitação. O representante do SindSamu, Vanderson Lima, fala do jogo de empurra entre oficina e prefeitura. "A oficina diz que o motivo é por falta de pagamento. Fomos buscar isso junto a coordernação do Samu e eles informam que não é isso", conta.
Além disso, 70 contratos de profissionais do Samu vencem este mês, o que deve gerar um déficit ainda maior no setor. A Seplag afirma que os funcionários já estão sendo substituídos e que não haverá reflexos no carnaval. Antenor Machado questiona a legalidade das contratações. "Os concursados teriam que ser chamados, mas eles estão chamando o Reda e a partir do momento que teve um concurso homologado é ilegal, não tem que estar chamando ninguém do Reda, ele tem que chamar as pessoas concursadas.


Foto: Gilberto Júnior // Bocão News

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