Publicado em 18/11/2010, às 12h01 Redação Bocão News
Polícia Federal (PF) desbaratou, nesta quinta-feira (18), uma quadrilha especializada em tráfico internacional de pessoas para fins de emigração ilegal. Foram presas 12 pessoas suspeitas de integrarem uma organização, das quais dez são de Minas Gerais.
Além dos 12 mandados de prisão preventiva, a “Operação Joio” cumpre 38 mandados de busca e apreensão na região do Vale do Rio Doce e em Vitória, no Espírito Santo.
Segundo informou a PF, a operação envolve 160 policiais federais e conta com o apoio de adidos policiais dos Estados Unidos. Além dos policiais brasileiros, autoridades americanas participam da operação.
Em Minas Gerais estão envolvidos no caso os municípios de Governador Valadares, Cuparaque, Conselheiro Pena, Ipatinga, Sobrália e Quatituba. Segundo a assessoria de imprensa da PF, somente em Governador Valadares, foram presas dez pessoas e cumpridos 32 mandados de busca e apreensão.
Dos 12 presos, dez já têm passagem pela polícia por crime de falsificação de documento público.
Ainda conforme a assessoria de imprensa da PF, as investigações que desencadearam a ação tiveram início em maio de 2010, quando um dos membros da quadrilha foi identificado como responsável por enviar brasileiros ilegalmente ao exterior com passaportes falsificados.
Ao longo da investigação, a PF identificou de outros 11 investigados envolvidos nos crimes de formação de quadrilha e falsificação de documentos públicos para fins de emigração ilegal de pessoas.
Os criminosos chegavam a cobrar 14 mil dólares para providenciarem a viagem.
Os presos foram indiciados por crimes de formação de quadrilha e falsificação de documento público, segundo a PF. Após os interrogatórios que ocorrem nesta quinta-feira (18), os suspeitos ficarão presos na Cadeia Pública de Governador Valadares.
Dos criminosos, sete são conhecidos como “cônsules” (agenciador de viagens, responsável por providenciar a documentação, legal e ilegal, passagens aéreas e contatos com atravessadores pela Guatemala, Bahamas, México, entre outros, de forma a possibilitar o ingresso dos emigrantes no território americano) e cinco são falsificadores de documentos públicos, todos atuantes na cidade de Governador Valadares e região.
Os presos estão sendo conduzidos para a Delegacia de Polícia Federal em Governador Valadares onde serão interrogados.
Todos foram indiciados nos crimes de formação de quadrilha ou bando e falsificação de documento público previstos no Código Penal, sujeitos a penas de prisão de um a três anos – no caso de formação de quadrilha -, e de dois a seis anos de prisão e multa, para o crime de falsificação de documento.
Alguns dos indiciados, por terem sido flagrados na prática de diversos crimes de falsificação, poderão ter as penas desses crimes aplicadas de forma cumulativa, o que lhes poderá render condenação de até 30 anos de prisão.
Após a formalização dos interrogatórios, os presos serão encaminhados à Cadeia Pública de Governador Valadares/MG onde permanecerão custodiados à disposição da Justiça Federal.
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