Além de Eliseu Felício de Souza, chefe do tráfico no Complexo do Alemão e acusado de matar o jornalista Tim Maia, da Rede Globo, em junho de 2002, a polícia prendeu também, na tarde deste domingo, o gerente do tráfico do Complexo de favelas do Alemão. Vitor Roberto da Silva Leite, de 27 anos, conhecido como Vitinho. Ele teria fugido do Alemão no sábado, usando uniforme de agente de endemias da Prefeitura.
Na operação nao Complexo do Alemão foram encontradas 40 toneladas de maconha, maior apreensão da história do Rio. Somente esta tarde, a polícia encontrou duas toneladas de maconha em uma mansao supostamente pertencente a Polegar, um dos chefes do tráfico no local, e 30 kg de crack e cocaína em vários pontos do Complexo do Alemão.
Outros dois traficantes, Emerson Ventrapane da Silva, o Mão, e um outro conhecido como Filé, também foram presos.
Na mansão com piscina, ar condicionado e TV de LCD em todos os quartos, cozinha equipada com eletrodomésticos de primeira linha em aço escovado, banheiros com hidromasagem, a polícia encontrou duas toneladas de maconha escondidas.
A maior parte estava em uma geladeira e a outra guardada em um quarto com ar condicionado. De acordo com moradores, a casa era do traficante conhecido como Polegar, que seria um dos chefes do tráfico no Morro da Mangueira.
Outra informaçao dá conta que a casa pertenceria a Luciano Martiniano da Silva, conhecido como Pezão, outro chefe do tráfico no Complexo do Alemão. Pezão é apontado como o mentor intelectual da onda de violência que tomou conta do Rio de Janeiro desde o domingo passado (21).
Preso, ele estaria dando as ordens de dentro da penitenciária. Ele teria orquestrado e ordenado as ações promovidas por traficantes que aterrorizaram a população do Rio.
A polícia do Rio acredita que as prisões efetuadas ao longo da operação de ocupação do Complexo do Alemão representa um duro golpe ao tráfico de drogas no estado, mas admite que, apesar de enfraquecido, ainda não foi derrotado.