Polícia

Uso de armas pela Guarda Municipal causa polêmica na Câmara

Imagem Uso de armas pela Guarda Municipal causa polêmica na Câmara
Opositores citam despreparo dos agentes  |   Bnews - Divulgação

Publicado em 21/11/2013, às 06h36   Priscila Chammas



Usar ou não usar armas letais? A confirmação de que a Guarda Municipal de Salvador vai trabalhar armada a partir de janeiro tem causado discórdia entre os vereadores. Os parlamentares da oposição ouvidos hoje pelo Bocão News argumentaram que a Guarda deveria ter uma função mais preventiva e não de combate ao crime instalado. "Sou pouco receptivo a essa ideia. Quando ela foi criada aqui na Câmara, era para ser uma Guarda pacífica, para a defesa do patrimônio. Ela deve ter diálogo com o cidadão, no sentido de orientar", opinou o líder opositor Gilmar Santiago (PT). Segundo ele, "não é a arma que vai reduzir a violência". "A violência vem crescendo na Bahia apesar de ter havido um grande investimento em armamentos", exemplificou. 

O líder do PT, Moisés Rocha, também se posicionou "totalmente contra". Para ele, a Guarda Municipal é despreparada para usar armas letais. "No Carnaval, ela estava usando só spray de pimenta e conseguiu ser mais agressiva que a PM. Imagine como vai ser com um revólver", questionou. E completou: "Ainda não consegui entender o papel da Guarda Municipal em Salvador. Dizem que é para proteger o patrimônio público, mas não os vejo nas praças nem escolas municipais. Vejo nos estádios, que nem patrimônio público são".

O líder do PC do B, Everaldo Augusto, acrescenta que "a função da Guarda não é de polícia, mas de auxiliar na educação e na cidadania". "O que vai garantir a integridade dos agentes não são as armas. É preciso qualificação, reconhecimento, boa remuneração". Para ele, as armas não-letais (taser, spray de pimenta e cassetete) "podem até ser usados em situações específicas, mas no geral, não". 

Líder governista, Joceval Rodrigues (PPS) defende a posição da prefeitura. "Na minha visão, a insegurança pública é muito grande e os guardas ficam vulneráveis sem armas". Segundo ele, os vândalos que dilapidam o patrimônio público podem ser perigosos. "Antes eram só desordeiros, agora são marginais que roubam cabos e imagens de bronze para trocar por droga. Como vai conter essas agressões sem armas?", questionou. 


Publicada no dia 20 de novembro de 2013, às 12h36

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