Polícia
Publicado em 20/02/2011, às 17h32 Redação Bocão News


A polícia divulgou neste domingo (20) a identidade de um dos suspeitos de estuprar e matar a supervisora de vendas Vanessa Duarte, 25. Trata-se de Edson Bezerra Gouveia, 35, é pardo e conhecido como Buda. Ele teve a prisão decretada na sexta-feira (18). A polícia investiga a identidade de outro suspeitos de participar do crime, um jovem branco.
Buda tem condenações por roubo, receptação, ato obsceno e atentado violento ao pudor e fugiu do regime semi-aberto do presídio de Tremembé em fevereiro de 2010. Ele teve seu retrato falado divulgado na terça-feira (15). O apelido surgiu por conta do excesso de peso de Edson que, mesmo tendo emagrecido devido ao vício do crack, conforme a polícia, manteve o apelido.
De acordo com a polícia, um irmão de Edson Gouveia teria procurado a polícia depois que o suspeito comentou em casa no dia do crime que tinha sequestrado uma mulher e feito uma "loucura". Ele estaria transtornado e o irmão resolveu procurar a
polícia.
Outra testemunha também teria afirmado ter cruzado com Buda em uma estrada na região no dia do crime. Ela o teria reconhecido por foto. De acordo com essa testemunha, Gouveia estava com os olhos "esbugalhados" e tinha arranhões nos braços, o que pode indicar contato com a vítima.
Para o delegado Zacarias Tadros, responsável pelo caso, o crime foi premeditado e o objetivo era estuprar a jovem. Segundo ele, o suspeito monitorava e seguia Vanessa havia algum tempo e ele a sequestrou assim que deixou a casa.
O acredita que após a prisão de Buda será mais fácil localizar o outro, cujo retrato falado, elaborado a apartir de depoimento de uma testemunha, foi divulgado na quinta-feira, (17). A imagem é de um homem jovem e branco.
A investigação tenta rastrear imagens em que aparece o carro em que estava Vanessa para descobrir o trajeto exato desde que ela saiu de sua casa até o local onde o veículo foi encontrado, em Vargem Grande Paulista.
O corpo de Vanessa foi encontrado por amigos na noite de domingo (13) em um matagal próximo à rodovia Raposo Tavares, em Vargem Grande Paulista, na Grande São Paulo, após eles avistarem um broche, um colar e uma cinta da jovem.
O carro usado pela jovem no dia do seu desaparecimendo peretence ao seu noivo, com quem ela se casaria em novembro. Ele contou à polícia que Vanessa iria se apanhar três amigas em Carapicuíba (Grande SP) para seguirem para um curso no bairro do Jaguaré, na zona oeste de São Paulo.
Vanessa não chegou a se encontrar com as amigas que a esperaram, segundo relato, até as 9h40, mas ela não apareceu. Segundo elas, o celular da amiga estava na caixa postal durante toda a manhã.
A supervisora de vendas foi morta por asfixia, sofreu abuso sexual e foi espancada, segundo apontou o laudo do Instituto Médico Legal (do IML) de Cotia, na Grande São Paulo. O laudo também apontou traumatismo craniano, hematomas em diversas partes do corpo e queimaduras.
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