Polícia

Academia de luxo deve indenizar aluno que foi repreendido por short curto; confira valores

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Aluno foi repreendido pela academia de luxo por usar um short muito curto. Academia disse que a proibição era “sempre para agradar e honrar a Deus”  |   Bnews - Divulgação Reprodução | Redes Sociais
Gabriel Santana

por Gabriel Santana

Publicado em 06/03/2026, às 14h31



A academia Hope Select, em Anápolis, na região central de Goiás (GO), foi condenada a indenizar o aluno e produtor Marcus Vinícius Andrade, de 42 anos, em R$ 20 mil por danos morais após ter sido repreendido por um funcionário por usar um “short curto” no local.

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A decisão de Luciana de Araújo Camapum Ribeiro, juíza do 3º Juizado Especial Cível de Anápolis considerou que a prática imposta pela academia foi grave, ofensiva e discriminatória, além da repercussão do fato que teria afetado a vida do aluno e a capacidade econômica. De acordo com o Uol, o aluno havia pedido um valor superior a R$ 60.720, 00.

No processo, a academia disse que a abordagem aconteceu após a reclamação de um outro aluno e por regras internas sobre o uso de vestimentas. O aluno que reclamou teria citado a exposição de Marcus ao usar um short supostamente muito curto, com “fendas laterais, consideradas excessivas”.

Homofobia e intolerância

Ribeiro não entendeu que a versão do aluno sobre homofobia e intolerância não procedia, embora as regras do espaço não tenham sido adicionadas ao processo. O caso deve ser analisado como exercício do poder de gestão da academia. A magistrada apontou que não há indícios de que outros alunos tenham ouvido a conversa do funcionário com o aluno, nem presenciado o caso.

Depois da repercussão, a academia disse que a repressão foi motivada com a necessidade de “agradar e honrar Deus”. Para a juíza, ao relacionar a referência ao caso do aluno, que é homossexual, a empresa teria introduzido um elemento religioso em uma situação envolvendo identidade e orientação sexual. A motivação teria sido uma reprovação moral à identidade de Marcus.

Após a decisão, Marcus se posicionou e mostrou feliz após a academia ter sido punida. A advogada da vítima afirmou que a sentença traz um recado importante para as pessoas LGBTQIAP+, a fim de não legitimar discursos que pioram estigmas ou exclusões.

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