Polícia

Advogada denuncia prisão de colega e difamação por parte de policiais militares; assista

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Relato aponta que profissionais foram chamados de "bandidos" e sofreram intimidações durante o acompanhamento de uma prisão em flagrante  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Redes Sociais

Publicado em 19/01/2026, às 22h10   Cibele Gentil



Uma advogada da cidade de Ipiaú, no centro-sul da Bahia, usou as redes sociais para publicar uma ocorrência entre ela, colegas advogados e policiais militares na noite de domingo (18).

Em conversa com a equipe do BNews, Marina Carmo contou ter sido alvo de difamação e insultos verbais por parte dos policiais enquanto tentava exercer sua profissão. Segundo o relato, a confusão teve início por volta das 23h30, quando ela foi acionada pela família de um cliente para acompanhar um flagrante em via pública. Por estar impossibilitada de se deslocar no momento, ela solicitou que seu colega de escritório, o advogado Jean, fosse ao local para prestar o atendimento jurídico inicial.

Marina fala que estranhou a interrupção súbita na comunicação com o colega, que parou de responder mensagens e passou a rejeitar suas ligações. Ao contatar a família do cliente, ela foi informada de que Jean havia sido detido pelos policiais. Ao chegar pessoalmente ao local, a advogada contou ter sido recebida de forma agressiva pela guarnição. "Já pediram para eu descer do carro gritando 'polícia, polícia'. Eu me identifiquei, tentei acalmar os agentes, mas fui informada de que o Dr. Jean estava preso porque, segundo um policial, o réu teria dito que um advogado viria salvá-lo", declarou a profissional.

Relato de abuso e ofensas

A advogada descreve um cenário de violação de prerrogativas, afirmando que o colega já estava rendido, com uma arma apontada para a cabeça, e com seu notebook e seu celular apreendidos. Marina relata ainda que os policiais teriam forçado o advogado a desbloquear o aparelho celular. A situação escalou para ofensas pessoais direcionadas à sua atuação profissional. "Ele começou a me difamar, falando que éramos advogados de bandido e que eu tinha participação direta em todos os homicídios ocorridos na cidade, me chamando de bandida", afirmou Marina, classificando o episódio como uma situação caótica.

Procurada, a PM não se manifestou sobre a ocorrência até o fechamento desta matéria. O espaço permanece aberto para esclarecimentos.

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