Um agente penitenciário foi denunciado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) por
suspeita de integrar uma organização criminosa. O grupo é liderado por Danilo Dias Lima, conhecido como "Tandera", e apontado como um dos milicianos mais perigosos do Brasil.
Segundo o MPRJ, o funcionário penitenciário, que foi
afastado de suas funções públicas, se aproveitava do seu cargo para facilitar ações da milícia, além de garantir benefícios a custodiados no sistema prisional e repassar informações privilegiadas.
Já o outro suspeito, de acordo com a instituição, atuava como articulador político, intermediando interesses da milícia com agentes públicos e organizando campanhas eleitorais para candidatos apoiados pelo grupo.
"As investigações revelaram que a organização criminosa utilizava violência extrema e coerção para consolidar seu domínio territorial e econômico, causando terror entre moradores e comerciantes. Além disso, o grupo vinha se estruturando de forma ainda mais sofisticada, com uma hierarquia bem definida e divisão de tarefas, e buscava expandir sua influência por meio da infiltração na administração pública", disse o MPRJ por meio de nota.
Eles foram denunciadas pelo crime de organização criminosa, que inclui práticas de homicídios, corrupção ativa e passiva, extorsão, peculato, crimes contra a lei de licitações, porte e posse ilegal de armas, distribuição clandestina de sinal de TV e internet, entre outros.