Polícia

Agentes políticos são alvos de operação que investiga facção que dominava região turística da Bahia coagindo moradores

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Operação resultou no bloqueio de R$ 97,79 milhões em bens e no cumprimento de 22 mandados de busca e apreensão  |   Bnews - Divulgação Divulgação | MPBA
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 17/06/2026, às 08h43 - Atualizado às 08h53



Três agentes políticos de Porto Seguro e outros suspeitos foram alvos da Operação Conexão Perigosa, deflagrada nesta quarta-feira (17), pelo Ministério Público da Bahia (MPBA) e pela Polícia Federal (PF), no distrito turístico de Arraial D'Ajuda. 

Segundo o MP-BA, eles integram uma  organização criminosa especializada em lavagem de dinheiro de tráfico de drogas, com atuação há pelo menos 10 anos no sul do estado. A operação ação resultou no cumprimento de 22 mandados de busca e apreensão, além de bloqueio judicial de R$ 97,79 milhões em bens dos investigados, que seriam provenientes do tráfico de drogas e outras atividades ilícitas.

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"As investigações apontaram que o grupo criminoso exercia domínio sobre comunidades da região de Porto Seguro, com uso de violência, grave ameaça e coação para intimidar a população e autoridades. E revelaram que o líder da organização mantinha contatos regulares com pelo menos três agentes políticos de Porto Seguro, também alvos dos mandados", disse o MP.

Esquema de ”laranjas”

Ainda segundo o Ministério Público, as apurações revelaram que o esquema criminoso operava em três frentes da lavagem de capitais: colocação, mediante depósitos fracionados em espécie para introduzir recursos no sistema financeiro sem acionar alertas automáticos; ocultação, com triangulação financeira entre contas de interpostas pessoas (“laranjas”) para apagar o rastro dos valores; e integração, com a reinserção dos recursos em empresas de fachada, conferindo aparência de licitude ao patrimônio de origem ilícita.

“As investigações prosseguirão para apurar o eventual envolvimento de outras pessoas. Caso condenados pelos crimes imputados, os investigados poderão ser submetidos a penas que, somadas, ultrapassam 50 anos de reclusão”. 

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