Polícia

Alunas do Colégio Militar de Salvador têm supostas fotos íntimas vazadas em site de pornografia

Divulgação | CMS
Supostas fotos íntimas seriam montagens com o rosto das meninas; pelo menos 17 estudantes teriam sido vítimas  |   Bnews - Divulgação Divulgação | CMS
Alex Torres e Silvânia Nascimento

por Alex Torres e Silvânia Nascimento

Publicado em 25/09/2024, às 17h48 - Atualizado às 19h43



Alunas do Colégio Militar de Salvador (CMS) têm sido expostas em sites de conteúdo pornográfico através de imagens criadas por meio de inteligência artificial. Ao todo, estima-se que pelo menos 17 meninas teriam sido vítimas do crime, que ainda contou com ameaças e injúrias.

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Relatos divulgados pelos pais das vítimas apontam que montagem com os rostos das jovens eram feitas, mas com o corpo de outros mulheres. As imagens, então, eram divulgadas e comercializadas em sites pornográficos. Informações preliminares indicam que algumas fotos, inclusive, chegaram a ser vendidas por R$ 50.

Segundo informações obtidas pela equipe de reportagem do BNews, as vítimas seriam estudantes do 8º e 9º ano do Ensino Fundamental II, além também de alunas do 1º ano do Ensino Médio. A divulgação teria partido de alunos do 9º ano. 

Prints obtidos por responsáveis das vítimas dão dimensão do crime, que além do comércio e exposição das fotos falsas com nudez das alunas, ainda incluíam uma série de ameaças, como afirmações que elas deveriam ser 'estupradas' e também uma espécie de organização para um estupro coletivo.  

Reprodução
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Ao tomarem conhecimento sobre a exposição envolvendo suas filhas, na última sexta-feira (20), os pais das alunas procuraram o CMS para relatar o ocorrido.  Dois dias depois de ser acionado pelos familiares das vítimas, o colégio emitiu um comunicado garantindo que os fatos estavam sendo apurados por meio de um processo administrativo.

Já na segunda-feira (23), a instituição emitiu um novo informativo - destinado a pais e responsáveis - dizendo que, diante dos acontecimentos envolvendo alunos do 9º ano, seria realizado, em caráter temporário, modificações na distribuição dos alunos nas turmas de aula.  O CMS alega que essa medida foi adotada com a finalidade de proporcionar as melhores condições para a apuração dos fatos de forma célere e eficiente.

Procurado pelo BNEWS, o CMS esclareceu, por meio de nota, que "todos os alunos e familiares que procuraram o Colégio Militar de Salvador em busca de apoio estão sendo prontamente atendidos e assistidos".

No comunicado enviado à reportagem, o colégio garantiu, também, "que a instituição tem prestado todo o apoio necessário por meio da Divisão de Ensino e da Seção Psicopedagógica, e continuará à disposição de alunos e familiares para qualquer assistência adicional".


Por fim, a instituição destacou que "não coaduna com qualquer atitude dessa natureza e busca sempre conscientizar seus alunos acerca do uso correto das tecnologias, possuindo um programa de educação digital que orienta todos os seus integrantes sobre o assunto em tela".

O BNews entrou em contato com o Ministério Público (MP-BA) a fim de também obter uma posição quanto ao ocorrido, mas, até o momento, ainda não obteve nenhum retorno.  

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