Polícia
por Sophia Souza
Publicado em 17/09/2026, às 14h58
Antes de sofrer uma tentativa e ser assassinada a facadas, Thaissa de Oliveira Marques enviou mensagens de áudio a um amigo relatando visitas frequentes de um menino no trabalho dela.
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A jovem de 21 anos foi morta no estacionamento de uma academia que iria ser inaugurada em Londrina, no norte do Paraná, na sexta-feira (11). Ela reagiu a uma tentativa de estupro e foi esfaqueada 44 vezes.
Nos áudios, enviados em 8 de setembro, a vítima relata ao amigo que o suspeito já tinha ido à academia pelo menos cinco vezes. O jovem, identificado como Gabriel de Andrade, ia para perguntar sobre vagas de emprego e para conhecer a academia.
"Eu fui mostrar para ele a academia, ali. Aí eu peguei e entrei já pensando: 'Tem câmera, né? Qualquer coisa, espero que o meu gerente esteja olhando'. Aí, fomos. Chegando perto do banheiro, eu falei: 'Ah, ali são os banheiros e tudo mais, mas você não tem interesse em ver, não, né?'. Aí ele: 'Não, quero ver os banheiros'. E eu pensando: 'Não tem câmera'", Thaissa disse em áudio.
O amigo, que prefere não se identificar, relatou à RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, que encontrou Gabriel no endereço em uma das visitas dele. Entretanto, os dois não conversaram.
Após o crime, Gabriel fugiu e parou em uma rua próxima ao estabelecimento porque estava com ferimentos na mão. Ele foi socorrido por pessoas que estavam no local e afirmou ter sido assaltado.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e a PM foram acionados para fazer atendimento da ocorrência do suposto assalto. Enquanto isso, trabalhadores que foram prestar serviços na academia, encontraram manchas de sangue e chamaram a polícia.
Os agentes policiais foram até a academia e encontraram o corpo de Thaissa. Ao ser confrontado, Gabriel confessou o crime e foi preso em flagrante por homicidio qualificado consumado e tentativa de estupro.
Entretanto, no depoimento à Polícia Civil, o suspeito apresentou versões contraditórias e disse que não se lembrava de muitos detalhes. Ele permanece preso.
O advogado Antônio Magalhães, que representa Gabriel, informou que acompanha o caso e aguarda o desenvolvimento das investigações.
Segundo a defesa, Gabriel possui o diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) e precisa receber um tratamento compatível com sua condição. O advogado esclarece que não pretende utilizar o transtorno como justificativa para o ocorrido, tampouco estabelecer qualquer relação entre autismo e violência.
A defesa esclarece que todas as circunstâncias deverão ser analisadas conjuntamente, sem pré-julgamentos e respeitando-se o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa.
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