Polícia

Anuário da Segurança Pública: roubos caem, mas golpes crescem no Brasil

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O Anuário de Segurança Pública revela que os roubos diminuíram, mas os estelionatos aumentaram drasticamente  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Freepik

Publicado em 24/07/2025, às 12h42   Maurício Viana



Uma queda em todos os tipos de roubos foi registrada no Brasil. Porém, o declínio nos números expõe que os criminosos estão apostando em outras formas de agir: Uma delas são os golpes, que registraram grande aumento em 2024 de acordo com o Anuário de Segurança do Fórum de Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).

Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (24) e os roubos computados registraram o menor patamar desde 2011, enquanto os estelionatos atingiram um número recorde. O anuário mapeia e computa os registros criminais que foram feitos pelas secretarias de segurança pública dos 26 estados e do Distrito Federal.

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Em dados observados nos últimos 6 anos, foram registrados 426.799 estelionatos em 2018 enquanto em 2024 os números mais que quintuplicaram chegando a 2.166.552. Já os roubos registraram um declínio indo de 1.506.151 em 2018 para 745.333 em 2024.

No patamar dos roubos, os roubos e furtos de veículos tiveram uma queda de 7,5%, assim como receptação (-7%), roubos e furtos de celulares (-13%), roubo de carga (-14%), roubos em geral (-15%), roubos a instituições financeiras (-17%), roubos a residência (-19%), roubo a transeunte (-23%), roubo a estabelecimento comercial (-24%).

Enquanto isso, o estelionato registrou aumento de 8% seguido do estelionato por meio eletrônico (17%). Dessa forma, os números indicam que os estelionatos tiveram um crescimento de 408% nos últimos seis anos. O aumento ocorre principalmente na esfera virtual após a pandemia de Covid-19 ocorrida em 2020 com os golpes online subindo 133% em três anos.

De acordo com Renato Sérgio de Lima, diretor-presidente do FBSP, os dados apontam uma nova forma de se praticar crimes contra o patrimônio no Brasil começando a sair do ambiente físico e adentrando o virtual.

"Já são cinco anos de tendência, o que consolida um movimento que, por si só, justificaria a reflexão sobre a reorganização do sistema de segurança pública no país", declara.

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