Polícia

Após ser preso, suspeito de tráfico celebra liberdade; Advogado rebate e diz que cliente é usuário

Reprodução/Arquivo pessoal (advogado)
Homem foi preso por táfico após ser encontrado em posse de 50g de maconha  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Arquivo pessoal (advogado)
Héber Araújo

por Héber Araújo

Publicado em 21/11/2025, às 20h03



Suspeito de tráfico de drogas, um homem de 39 anos, que não teve a identidade revelada, comemorou a liberdade na escadaria do fórum de Santos, cidade localizada na região metropolitana de São Paulo. Na comemoração, ele decidiu descer a escadaria do prédio correndo enquanto segurava o alvará de soltura.

O suspeito foi preso, na última terça-feira (18), em posse de 50g de maconha, ao qual afirmou ser para uso pessoal, além de R$722 reais em espécie, três celulares e seis relógios foram apreendidos.

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Entenda o caso

O BNews teve acesso ao Boletim de Ocorrência do caso que aponta que os agentes foram até a residência do suspeito, onde executaram mandados de busca e apreensão, expedidos após o recebimento de denúncias sob suspeita de tráfico.

Ao acharem os R$722 reais, os investigadores questionaram de onde viria o dinheiro, o qual o suspeito afirmou que se trataria de gorjetas do trabalho de mototaxista. Entretanto, ele afirmou que não trabalhava para nenhum aplicativo, atuando de forma avulsa.

Devido às inconsistências, o homem foi levado para depoimento na delegacia, onde foi autuado e preso. Segundo as autoridades, havia ocorrência o suficiente para prender o suspeito. Na audiência de custódia, o mototaxista foi solto devido a ele ser réu primário, recebendo apenas medidas cautelares.

O que diz o advogado?

De acordo com o advogado Tércio Neves Almeida, seu cliente foi mais uma vítima de uma tentativa de criminalizar usuários. “Uma pequena quantidade de maconha, 50g, foi elevada a uma leitura desproporcional. Isso levou um homem trabalhador, pai de família, que está com a esposa em uma situação de gravidez de risco, alvo de uma investigação”.

“A Justiça precisa parar de confundir usuário com traficante. Infelizmente, os presídios estão repletos de usuários presos, como se traficantes fossem”, concluiu.

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