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ASSISTA: Suspeitos que traficavam animais raros de alto valor no mercado ilegal são presos na Bahia; saiba como agiam

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Grupo criminoso operava com divisão de funções e utilizava tecnologia para dificultar o rastreamento, incluindo drones e comunicação criptografada.  |   Bnews - Divulgação Divulgação
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 12/03/2026, às 08h37 - Atualizado às 08h37



A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (12), a Operação Extinção Zero, que tem como alvo uma organização criminosa suspeita de atuar no tráfico internacional de animais silvestres ameaçados de extinção. A ofensiva mobiliza equipes em cinco estados, entre eles, Bahia.

Ao todo, a Justiça Federal autorizou 12 mandados de prisão preventiva e 22 de busca e apreensão, expedidos pela 2ª Vara Federal Criminal da Bahia. As ordens são cumpridas na Bahia, Pernambuco, Piauí, Maranhão e Pará.

Na Bahia, três pessoas foram presas, sendo duas em Salvador e uma em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana.

Esquema internacional
De acordo com a Polícia Federal, as investigações começaram após um episódio que chamou atenção de autoridades internacionais. Em fevereiro de 2024, um veleiro brasileiro foi apreendido no Togo, na África, transportando 17 micos-leões-dourados e 12 araras-azuis-de-lear, duas espécies brasileiras ameaçadas de extinção.

A apuração aponta que os animais teriam saído do Brasil com documentação internacional falsa, usada para tentar burlar os controles ambientais.

Segundo a PF, o grupo criminoso operava de forma estruturada e com divisão clara de funções. Havia capturadores, financiadores, intermediários e receptadores, todos envolvidos na cadeia ilegal de captura e envio de animais para o exterior.

Os investigadores também identificaram que a organização utilizava drones, armas, contas bancárias de terceiros e aplicativos de comunicação criptografada para dificultar o rastreamento das atividades..

Animais raros na mira
A polícia suspeita que o grupo seja responsável pela captura, armazenamento e venda clandestina de ovos e animais silvestres, muitos deles considerados raros e de alto valor no mercado ilegal internacional.

Outro ponto que chamou a atenção da investigação é que, no último ano, integrantes da quadrilha teriam planejado capturar ararinhas-azuis mantidas em um criadouro conservacionista do programa de reintrodução da espécie, localizado no município de Curaçá, no norte da Bahia.

Apoio ambiental
Durante a investigação, a Polícia Federal contou com o apoio de órgãos ambientais responsáveis pela proteção da fauna. IBAMA [Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis] e INEMA [Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia] participaram das ações de resgate e encaminhamento dos animais apreendidos para avaliação, reabilitação e posterior reintegração ao habitat natural.

Crimes investigados
Os investigados poderão responder por organização criminosa, contrabando, receptação qualificada e crimes ambientais, incluindo maus-tratos a animais. A Polícia Federal também não descarta a identificação de outros delitos ao longo do avanço das investigações.

Classificação Indicativa: Livre

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