Polícia

A atitude que salvou mãe e filha do cárcere privado após momentos de terror

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Caso de cárcere privado tem reviravolta surpreendente e acaba com momentos de terror vividos por mãe e filha  |   Bnews - Divulgação Ilustrativa/Freepik

Publicado em 15/07/2025, às 12h33 - Atualizado às 14h02   Maurício Viana



Dois dias de terror foram vividos por mãe e filha mantidas em cárcere privado por um conhecido da família. O caso ocorreu na cidade de Pinhais, região metropolitana de Curitiba, capital do Paraná. O resgate das vítimas aconteceu após elas conseguirem enviar quatro bilhetes com pedido de socorro.

Segundo o portal G1, o delegado Gustavo de Pinho explicou que os recados foram escritos entre a noite de sexta-feira (11) e a madrugada de sábado (12), enquanto o suspeito, identificado como Glauber Gandra Severino, estava dormindo.

Da sacada do apartamento onde estavam presas, as vítimas jogaram os papéis, que foram encontrados na entrada do prédio por um vizinho, que logo notificou a síndica e acionou a Polícia Militar. A guarnição foi ao local, resgatou as vítimas, e o suspeito foi preso no mesmo dia.

Em um dos bilhetes escritos pela filha, a moça dizia: “Por favor, nos ajude! Estamos em cárcere privado, eu e minha mãe. Ajude-nos, pois não posso usar o celular! Avise a síndica! Que a polícia venha e entre pela sacada, sem alarde!”

A polícia chegou ao prédio e encontrou mãe e filha amarradas com abraçadeiras plásticas, popularmente conhecidas como “enforca-gato”. O suspeito havia pulado para o apartamento vizinho na tentativa de fuga, mas as equipes conseguiram detê-lo, e ele foi preso em flagrante.

De acordo com o depoimento das vítimas, elas conheceram Glauber após ele ter tido um relacionamento amoroso com uma prima delas, tendo inclusive morado em 2023 no mesmo prédio.

Por causa dessa passagem anterior pelo prédio, Glauber ainda possuía as chaves da entrada, o que possibilitou seu acesso na quinta-feira (10), depois que uma das mulheres saiu para ir à farmácia.

Durante o cárcere privado, as vítimas permaneceram amarradas em um quarto na maior parte do tempo. No interrogatório, o acusado afirmou que a motivação para o crime foi financeira.

“No interrogatório, ele relatou que estaria passando por dificuldades financeiras, que teria perdido o emprego recentemente e resolveu praticar tal conduta, uma vez que tinha conhecimento de que as vítimas possuíam maior poder aquisitivo”, disse o delegado.

As vítimas contaram que o homem as obrigou a preencher dois cheques, além de ter pegado cartões bancários e senhas para realizar saques. A polícia apreendeu, durante a ação, uma mochila com abraçadeiras plásticas, fitas adesivas, ferramentas, o celular de uma das vítimas e R$ 2,7 mil em dinheiro.

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