Polícia

Baiana é presa na Itália 20 anos após contratar pistoleiros para sequestrar e assassinar marido

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Após anos foragida, a baiana foi localizada e presa pela Interpol em Pisa, na Itália  |   Bnews - Divulgação Ilustrativa/Freepik
Redação BNews

por Redação BNews

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Publicado em 20/09/2025, às 21h39



A brasileira Flávia Alves Musto foi presa no último sábado (13), na cidade de Pisa, na Itália, após ser condenada a 21 anos de prisão por contratar pistoleiros para sequestrar e assassinar a tiros o próprio marido. O crime aconteceu em 14 de agosto de 2005, na cidade de Paulista, no Grande Recife.

De acordo com o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), a mulher, natural de Sobradinho, no interior da Bahia, estava na lista vermelha da Interpol. Após a prisão, ela foi encaminhada para uma unidade prisional italiana, onde permanece à disposição do Tribunal de Apelação de Florença.

Flávia estava foragida desde 2019, quando foi condenada pela Vara Criminal de Paulista por homicídio qualificado. Segundo os autos do processo, ela mandou matar Isaías de Lira, de 27 anos, porque não aceitava o fim do relacionamento.

A acusada se casou com Isaías em 2001 e morava com ele em Camaragibe, na Região Metropolitana do Recife. O casal viveu um relacionamento conturbado, que durou pouco mais de dois anos. De acordo com testemunhas, Flávia era muito ciumenta, e os dois chegaram a se separar sete vezes nesse período.

Segundo o irmão da vítima, Isaías decidiu terminar o casamento após descobrir uma traição. Mesmo assim, passou mais de um ano sendo perseguido pela ex-esposa, situação que piorou depois que ela descobriu que ele já estava em outro relacionamento.

Um dia após completar 27 anos, Isaías comemorava com amigos em um bar do Recife quando foi abordado por dois criminosos disfarçados de policiais. Eles alegaram que o rapaz seria conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos sobre um suposto esquema de tráfico de drogas, mas o sequestraram e o mataram em uma área de mata na cidade de Paulista, também em Pernambuco.

Prisão

O paradeiro de Flávia só foi descoberto graças à irmã da vítima, a assistente jurídica Allira Lira. Enquanto concluía a escrita de um livro sobre o caso, ela encontrou uma certidão de casamento em nome da ex-cunhada com um italiano, registrada em um cartório de Petrolina.

"Tive que folhear o processo inteiro para contar tudo o que houve e colocar número de inquérito, de tudo. Quando eu abri o CPF dela, encontrei um processo no nome de Flávia Alves Musto na 3ª Vara Cível de Camaragibe (no Grande Recife). [...] Só que ela já tinha dois nomes antes: Flávia Alves de Souza, que era o nome de solteira, e Flávia Alves de Lira, que era o nome de casada com o meu irmão. Ela se casou com o nome de Flávia Alves Musto, mas o CPF era o mesmo", explicou ao g1.

A partir daí, Allira pediu a um amigo detetive para localizar o atual marido de Flávia. Ao descobrir que o homem residia em Pisa, comunicou o fato ao Ministério Público, que acionou a Interpol, responsável pela prisão.

Segundo o TJPE, Flávia Alves foi condenada, em 2019, a 29 anos de prisão pela Vara Criminal de Paulista por homicídio qualificado, com as agravantes de "motivo fútil" e "recurso que impossibilitou a defesa da vítima". A defesa recorreu da decisão e conseguiu reduzir a pena para 21 anos.

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