Polícia

Biometria, registros policiais e mais: Casal é alvo de operação em Salvador por invadir sistemas e vender dados sigilosos

Divulgação/MP
Segundo as investigações, os dados eram ofertados por valores que chegavam a R$ 15 mil  |   Bnews - Divulgação Divulgação/MP
Redação BNews

por Redação BNews

redacao@bnews.com.br

Publicado em 27/03/2026, às 07h48



O Ministério Público da Bahia (MPBA) deflagrou, nesta sexta-feira (27), a Operação Farsa Digital, que tem como alvo um casal suspeito de comercializar dados sensíveis e sigilosos obtidos por meio de invasões a sistemas eletrônicos. Um mandado de busca e apreensão foi cumprido na casa dos investigados, no bairro de Nova Brasília, em Salvador.

De acordo com as investigações, os suspeitos coletavam e vendiam informações protegidas, como logins de acesso, fotografias, dados de reconhecimento facial, informações bancárias, registros governamentais e até dados policiais, envolvendo pessoas físicas e jurídicas. Parte desse material era utilizado por terceiros para a prática de outros crimes.

Ainda conforme o MP, o casal operava o esquema a partir da capital baiana, onde também recebia os pagamentos pela venda dos dados. Os investigadores constataram que, além da comercialização das informações, eles também negociavam documentos falsos produzidos a partir desses dados, como atestados de óbito.

Ao longo das apurações, foi identificada uma plataforma online usada para oferecer serviços de consulta em diferentes bases de dados, mediante pagamento e fornecimento de logins exclusivos para acesso restrito. O domínio já foi bloqueado a pedido do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) de São Paulo, que iniciou as investigações.

Também foram localizadas cerca de 41 mensagens eletrônicas relacionadas a transações financeiras vinculadas ao esquema. As primeiras análises apontam que os dados eram ofertados por valores que chegavam a R$ 15 mil, podendo ser ainda maiores conforme o tipo de informação comercializada.

A operação na Bahia foi conduzida pelo Gaeco do MPBA, com apoio do Batalhão Apolo da Polícia Militar. O material apreendido deve passar por perícia para aprofundar as investigações.

O casal pode responder por invasão de dispositivo informático qualificada, além de crimes como falsidade documental e estelionato.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp Google News Bnews


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)