Polícia

Caso Deolane: Delegado responsável por investigação que prendeu influenciadora dá detalhes da operação

Delegado Geral da Polícia Civil de Pernambuco explica operação que prendeu Deolane Bezerra - Instagram/@dra.deolanebezerra
Delegado Geral da Polícia Civil de Pernambuco se pronuncia sobre operação que prendeu Deolane Bezerra  |   Bnews - Divulgação Delegado Geral da Polícia Civil de Pernambuco explica operação que prendeu Deolane Bezerra - Instagram/@dra.deolanebezerra
Bruna Ferraz

por Bruna Ferraz

Publicado em 05/09/2024, às 10h50



O Delegado Geral da Polícia Civil de Pernambuco, Renato Rocha, que coordena a operação que prendeu a influenciadora Deolane Bezerra, deu detalhes sobre como estão sendo realizadas as investigações que, de acordo com ele, já duram 18 meses initerruptos. Em entrevista ao programa Encontro com Patrícia Poeta, realizado na manhã desta quinta-feira (5) na Globo, o especialista explicou que a ação é voltada para o combate de um esquema de lavagem de dinheiro.

Segundo o delagado, as investigações tiveram início em Pernambuco, em dezembro de 2022, voltada para a prática de jogos ilegais, especialmente do conhecido Jogo do Bicho. Contudo, a medida que a ação ia avançando, foram descobertas novas ramificaçãoes de crimes relacionados a jogos de azar em seis estados brasileiros: São Paulo, Paraná, Paraíba, Goiás, Minas Gerais e Pernambuco.

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A Operação Integration já contabiliza 19 mandados de prisão e 24 de busca e apreensão, que ainda estão sendo realizados. No total, a ação já bloqueou, apreendeu e sequestou bens em valor superior a R$ 2 bilhões, mas a quantia exata ainda será contabilizada até o final da operação.

O delegado geral também comentou a prisão de suspeitos relacionados à Bet, que é legalizada no país. São eles: a influenciadora e advogada Deolane Bezerra; sua mãe, Solange Bezerra; Darwin Henrique, do Esporte da Sorte; e André Rocha, do Vai de Bet. Neste caso, Renato Rocha afirmou não poder detalhar questões relacionadas aos suspeitos em questão, mas declarou que, através das primeiras etapadas das investigações, foi possível identificar uma organização criminosa que atua na prática e na administração de empresas do ramo de jogos de azar, algumas delas lícitas e outras ilícitas.

"Basicamente foi identificado um esquema de lavagem de capitais e sonegação fiscal [...]. Tendo em vista a responsabiliade com a técnica ivestigativa, sendo essa uma operação que já perdura cerca de 18 meses initerrutos, e a gente está vivenciando um momento importante,e eu tecer alguns comentários sobre detalhes da investigação, a gente pode ter um prejuízo com o desenrolar, o fechamento desse trabalho investigativo. Eu gostaria de pedir essa compreensão", apontou Renato Rocha.

Na quarta-feira (4), um avião que está listado em nome da empresa do cantor Gusttavo lima foi apreendido. Ao ser questionado sobre essa possível relação da operação com o artista, o Delegado Geral destacou que, neste momento da investigação, "a polícia e a Justiça buscam evidencias para materializar evidências de crimes, então as ações desenvolvidas ontem [quarta] têm esse propósito de dar mais informações que vão ser analisadas, apuradas e, com essas informações, tentar fazer um fechamento totalmente imparcial".

De acordo com o que destacou Renato Rocha, a Polícia Civil não objetiva, com essa operação, visar pessoas, mas sim crimes. "Obviamente que a autoria dos crimes são circunstâncias que tem que ser levadas em consideração, mas o foco da Polícia Civil de Pernambuco está no crime de organização criminosa e sonegação fiscal de jogos de azar ilícitos.

Sobre o avião em questão, a defesa de Gusttavo Lima alega que essa aeronave já foi vendida e, portanto, não mais pertence a empresa do cantor.

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