Polícia
A decisão pelo adiamento do júri popular dos sete policiais militares acusados de matar Geovane Mascarenhas, que seria iniciado nesta segunda-feira (27), ocorreu após a defesa dos acusados solicitar acesso a informações que não constavam nos autos do processo, pois tramitaram, na ocasião, por meio físico.
Com a solicitação do adiamento, que foi aceita pela Justiça, a fim de preservar o direito à plenitude de defesa e, assim, evitar a nulidade do julgamento, o júri foi remarcado para o dia 17 de junho. Com previsão de duração para três dias, o julgamento serpa conduzido pela juíza Gelzi Maria Almeida Souza Matos.
Ao todo, sete policiais foram denunciados pelo Ministério Público da Bahia (MPBA) e vão a júri popular. São eles: Cláudio Bonfim Borges, Jesimiel da Silva Resende, Daniel Pereira de Sousa Santos, Alan Morais Galiza dos Santos, Alex Santos Caetano, Roberto dos Santos Oliveira e Jailson Gomes Oliveira. Os sete serão julgados por homicídio qualificado, cometido por motivo torpe e com uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima.
Geovane foi morto no dia 2 de agosto de 2014, aos 22 anos, durante uma ação da Polícia Militar no bairro da Calçada, em Salvador. "Ele foi visto sendo conduzido por policiais das Rondas Especiais (Rondesp), conforme mostram imagens de câmeras de vigilância. No dia seguinte, o corpo da vítima foi encontrado no Parque São Bartolomeu, no bairro de Pirajá, com sinais de decapitação e carbonização", disse o Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA).
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