Polícia
por Cibele Gentil
Publicado em 25/03/2026, às 19h16
As investigações sobre as mortes suspeitas no Hospital Anchieta ganharam um novo capítulo. A Polícia Civil do Distrito Federal confirmou que mais uma vítima recebeu a mesma substância letal identificada nos óbitos de novembro e dezembro de 2025.
O delegado responsável pelo caso, Raphael Seixas, afirmou que os exames iniciais apontam para o uso desse medicamento específico, capaz de provocar parada cardíaca imediata se administrado de forma incorreta ou em dosagens elevadas. A polícia identificou que o padrão de conduta se assemelha aos casos que levaram à prisão de três técnicos de enfermagem.
O delegado-chefe da 12ª Delegacia de Polícia disse que ainda é necessário aguardar a conclusão dos laudos periciais do Instituto Médico Legal (IML). Só após concluída a perícia será possível determinar se esse componente foi a causa direta do óbito.
As investigações
A Polícia Civil investiga os três casos originais e as seis vítimas mais recentes. Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, Amanda Rodrigues de Sousa e Marcela Camilly Alves da Silva, os profissionais detidos, já respondem pelos três episódios em que, além do uso do medicamento, chegaram a aplicar desinfetante nos pacientes.
Diferente das ocorrências anteriores, os seis novos inquéritos abertos recentemente enfrentam a ausência de registros de vídeo. O delegado admite que a falta de imagens pode dificultar a comprovação da materialidade, mas ressalta que o trabalho investigativo pode ser efetuado através de outros elementos.
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