Polícia
Uma ligação para o 190 registrada no celular de Thamiris dos Santos Pereira, de 14 anos, passou a ser tratada pela Polícia Civil como uma das possíveis motivações para o crime que vitimou a adolescente. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (20) pelo delegado Moisés Damasceno, do Departamento de Polícia Metropolitana (Depom), em entrevista ao apresentador Zé Eduardo, na Rádio Baiana FM.
A principal linha de investigação aponta que o assassinato pode estar relacionado à prisão de Davi de Jesus Ferreira, detido no dia 20 de fevereiro, no Conjunto Penal da Mata Escura, por violência doméstica contra a companheira.
Segundo a polícia, ao ser preso, Davi teria ameaçado matar quem o denunciou. A partir disso, surgiu a suspeita de que Thamiris pudesse ter sido associada à denúncia, já que teria presenciado as agressões.
Apesar dos indícios encontrados, o delegado negou que haja confirmação de que a adolescente tenha acionado a polícia.
O traficante, naquela ocasião, foi preso não pelo tráfico, mas por violência doméstica. Ao ser preso, Davi disse que iria retaliar quem o entregou à polícia. Há coisas a serem esclarecidas, muitos detalhes ainda vão ser apurados. Eles acreditam que Thamiris chamou a polícia, mas não foi ela. Encontraram no celular dela alguns elementos que eles acreditavam que confirmavam a denúncia dela. Encontraram fotos da polícia no momento da prisão de Davi e uma ligação para o 190 no celular dela, mas a ligação não foi feita por ela", disse o delegado.
A Polícia Civil já solicitou à Justiça a quebra do sigilo telefônico da adolescente. A análise do conteúdo pode ajudar a esclarecer se há, de fato, alguma relação entre a jovem e a denúncia que teria motivado o crime.
As investigações também apontam que um vizinho da família, identificado como Rodrigo Faria Sena dos Santos, de 37 anos, teria sido o responsável por atrair a adolescente ao local onde o crime ocorreu. Ele foi preso na quinta-feira (19), após mandado expedido pela Justiça, e nega participação no caso.
O delegado Moisés Damasceno voltou a descartar o envolvimento do rodoviário André Eduardo, que mora próximo à vítima. O homem chegou a ser apontado como suspeito e teve a casa depredada, além de passar a receber ameaças após a divulgação do nome em programas de televisão.
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