Polícia

Caso Vitória: Jovem pode ter sido vítima de um stalker, aponta investigação

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Vitória Regina pode ter sido vítima de um stalker, que a monitorava há um ano  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Redes Sociais

Publicado em 17/03/2025, às 08h37   Maurício Viana



Novos rumos na investigação do assassinato da jovem Vitória Regina, de 17 anos, apontam que Maicol Sales dos Santos, principal suspeito e único preso até o momento pode ter cometido o crime sozinho.

A perícia feita no celular do acusado, indicou que ele acompanhava os passos da jovem desde 2024. Foi no aparelho de Maicol que foram encontradas diversas fotos de Vitória, que encaminharam a investigação para uma nova linha. Além disso, houve contradição em seu depoimento, onde ele afirmou que havia passado a noite em casa com sua esposa, mas ela o desmentiu.

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Além disso, a polícia também encontrou no celular do suspeito fotos de facas e de um revólver. O relatório aponta que Maicol pode ter usado a arma para obrigar a vítima a entrar no carro sem gritar. Testemunhas ouvidas pela polícia afirmam que ouviram um barulho na casa de Maicol no mesmo dia.

A TV Globo teve acesso ao lado da perícia com o relatório do que foi encontrado no celular do suspeito. A cronologia do documento aponta que Maicol viu a postagem de Vitória no ponto de ônibus às 0h06 no dia 27 de fevereiro, quando faltava cerca de 20 minutos para ela descer do ônibus no bairro onde morava, o que aponta que ele pode ter interceptado a vítima no caminho que ela fazia para casa.

A hipótese é de que Maicol seja um stalker, que passou desde o ano passado a acompanhar a rotina de seu alvo. Por morar no mesmo bairro, conhecia de perto toda a dinâmica de Vitória. A exemplo disso, é apontado que ele sabia que no dia do sumiço da jovem (26/02), o carro do pai dela estava quebrado e que la não retornaria para casa com ele.

Outro depoimento apontou que o carro do suspeito foi visto circulando na região próximo do horário em que a jovem desapareceu. O relatório também evidencia que uma câmera de segurança teria registrado duas vezes a passagem de um veículo semelhante com o do suspeito.

No veículo de Maicol, a polícia encontrou um fio de cabelo e uma mancha aparentemente de sangue. Um exame de DNA ainda é aguardado para atestar se é de Vitória. Um outro possível vestígio foi encontrado na casa que Maicol usava e que pode ter servido como cativeiro.

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