Polícia
por Gabriel Santana
Publicado em 29/04/2026, às 13h35
Uma menina de cinco anos, identificada como Maria Clara Aguirre Lisboa, morreu após ter sido enterrada viva pela própria mãe e padrasto, porque estava incomodando o casal, em Itapetininga, no interior de São Paulo (SP).
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O laudo necroscópico da menor realizado pelo Instituto Médico Legal (IML), concluiu que a criança morreu por asfixia mecânica por soterramento. De acordo com o g1, a jovem foi encontrada morta no último dia 14 de outubro de 2025. O corpo de Maria Clara estava enterrado em uma cova rasa e concretada no fundo da casa onde a menor vivia com a família.
O padrasto, Rodrigo Ribeiro Machado, e a mãe, Luíza Aguirre Barbosa da Silva, estão presos e confessaram o crime. O laudo aponta que havia terra na traqueia da vítima, o que configura que ela ainda respirava quando foi enterrada. O exame ainda comprovou traumatismo craniano, que é compatível com violências sofridas antes da ocultação do corpo.
A criança estava internada havia cerca de 20 dias, ou seja, no fim de setembro. O casal teria ocultado o corpo da vítima dois dias após, no dia 16 de outubro do ano passado.
O sumiço de Maria Clara foi denunciado pela avó paterna. A mulher procurou o Conselho Tutelar para denunciar o desaparecimento da menina. O órgão apontou que a equipe já acompanhava o caso desde quando o padrasto teria realizado uma ameaça contra a jovem, meses antes. O homem não tinha contato com a mãe desde agosto.
Após o Conselho Tutelar formalizar o sumiço da menor no dia 8 de outubro, a jovem só foi encontrada em estado avançado de decomposição, com uma lesão causada por uma ferramenta. Os suspeitos foram localizados no mesmo dia e, durante o interrogatório, confessaram o crime. Eles admitiram que mataram Maria e concretaram o corpo para esconder o corpo.
No dia 15 de outubro, foi divulgado que o padrasto enviou um áudio para o pai da menina, afirmando que a menor estava morta e que, com isso, acabaria a ligação dele com a mãe da criança. Na mesma mensagem, Rodrigo pediu ao genitor que ele parasse de 'encher o saco dele' e de Luíza, a ex-companheira.
Na tarde do mesmo dia 15, Maria Clara foi sepultada. Pelo corpo já se encontrar em estado de decomposição, o velório não aconteceu. Apenas os familiares do pai biológico acompanharam a cerimônia de despedida.
No dia do sepultamento, a Justiça manteve a prisão preventiva dos suspeitos. Luíza foi transferida para Votorantim (SP) e Rodrigo para Capão Bonito (SP). Ambos devem responder por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
No próximo dia 19 de maio, o casal suspeito vai passar por uma audiência de instrução para definir se Rodrigo e Luíza vão para júri popular pela morte da criança.
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