Polícia

Chicotada em funcionário de fábrica chinesa no Brasil provoca revolta e paralisação de 1,2 mil funcionários

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Ministério do Trabalho intervém e exige garantias para a vítima de agressão, enquanto investigações estão em andamento  |   Bnews - Divulgação Reproução/Imagem Ilustrativa
Camila Sales

por Camila Sales

Publicado em 27/06/2026, às 17h27 - Atualizado às 18h15



Em Pouso Alegre, no sul de Minas Gerais, cerca de 1.200 funcionários da Midea Indústria do Brasil cruzaram os braços na última terça-feira (23) em protesto contra uma suposta agressão sofrida por um trabalhador. O caso ocorreu no último dia 15 de junho, quando a vítima teria sido atingida com uma borracha usada como chicote dentro da empresa.

Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos local, este episódio representou o ápice de um descontentamento generalizado com a existência de uma série de denúncias anteriores sobre assédio moral e condições precárias de trabalho na empresa.

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Diante da repercussão, a administração da Midea classificou o ocorrido como um "incidente" e confirmou o afastamento preventivo do gestor de nacionalidade chinesa. No entanto, a fabricante contesta a gravidade do relato e nega enfaticamente a ocorrência de chicotadas.

Para evitar futuros conflitos, a fabricante se comprometeu a aprimorar o treinamento de seus executivos:

"A Midea também reforçará iniciativas voltadas à integração intercultural, ao desenvolvimento de lideranças e à capacitação de profissionais expatriados que atuam no Brasil, com foco em comunicação, legislação trabalhista, práticas locais e conduta no ambiente de trabalho", diz a nota.

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O Ministério do Trabalho e Emprego interveio no caso por meio de uma reunião liderada por Carlos Calazans, superintendente regional do Trabalho em Minas Gerais. Calazans qualificou a situação como "inadmissível", exigindo a manutenção do afastamento do acusado e garantias de que a vítima não sofra retaliações.

Uma comissão composta por representantes do governo, sindicato, trabalhadores e empresa foi estabelecida para supervisionar as investigações e assegurar o rigoroso respeito às leis trabalhistas do país.

O caso segue em apuração.

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