Polícia

Cigano é executado a tiros após ter casa invadida na Bahia

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Natural de Jequié, cigano respondia por homicídio qualificado na Vara Criminal de Ipiaú  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Redes Sociais
Redação BNews

por Redação BNews

redacao@bnews.com.br

Publicado em 02/12/2025, às 07h38



Um homem de 48 anos, identificado como Ailton Ramos Mota, foi executado a tiros no último sábado (29) após ter a casa invadida, em Santo Estevão, no interior da Bahia. O crime foi registrado na Avenida Getúlio Vargas.

Segundo testemunhas, "Galego", como era conhecido, estava na residência quando homens se aproximaram em um carro e atiraram. A vítima, que fazia parte de uma comunidade cigana, não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

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Natural de Jequié, Ailton respondia por homicídio qualificado na Vara Criminal de Ipiaú. O crime é investigado pela Delegacia Territorial (DT) de Santo Estevão.

Em nota, a Rede Brasileira dos Povos Ciganos (RBPC) afirmou que se solidariza com a família da vítima, cobrou apuração do caso e pediu o fim de conflitos entre ciganos.

"Nossos profundos pêsames à família do cigano Airton Ramos Mota, conhecido como ‘Galego’, brutalmente assassinado com vários tiros na cabeça neste sábado (29/11), por volta das 20h, na Avenida Getúlio Vargas, nas proximidades do Parque de Exposições do município de Santo Estêvão (BA). A Rede Brasileira dos Povos Ciganos (RBPC) se solidariza com todos os parentes e amigos neste momento de dor que nenhuma palavra é capaz de aliviar.

Ao mesmo tempo, fazemos um alerta firme e necessário: é urgente que entre nós prevaleçam o amor, o respeito, a compreensão e a confiança na justiça. Crimes precisam ser investigados, e quem cometeu deve pagar pelo que fez — sem exceções, sem impunidade.

Mas é preciso dizer com toda clareza: não podemos mais aceitar que velhas desavenças, rancores antigos ou rivalidades internas derramem o sangue do nosso próprio povo. Não é honra. Não é coragem. É destruição.

Chega de conflitos entre ciganos. Chega de transformar divergências em tragédia. A verdadeira força está na união, no diálogo e na proteção mútua.

Que este luto se transforme em consciência, e que a memória de Airton nos recorde que um povo dividido enfraquece, mas um povo unido resiste, enfrenta e conquista. Que os criminosos sejam presos e paguem pelas penas dos seus crimes."

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