Polícia

Cirurgiã e especialista em saúde da mulher: Quem era a médica morta durante perseguição policial

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Com quase 30 anos de carreira, médica se destacou no tratamento da endometriose e compartilhava sua experiência nas redes sociais  |   Bnews - Divulgação Reprodução/TV Globo
Redação BNews

por Redação BNews

redacao@bnews.com.br

Publicado em 17/03/2026, às 07h42



A médica Andréa Marins Dias, de 61 anos, foi morta a tiros durante uma perseguição policial em Cascadura, na Zona Norte do Rio de Janeiro, na noite de domingo (15). Ao longo de quase três décadas de carreira, ela se dedicou à saúde da mulher, com atuação de destaque no tratamento da endometriose.

Cirurgiã oncológica, Andréa era mãe de uma mulher de 30 anos e havia acabado de sair da casa dos pais quando foi atingida por disparos dentro do próprio carro.

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Nas redes sociais, a médica compartilhava sua trajetória profissional, experiências de formação e especialização, além de reforçar o propósito de ajudar mulheres a lidar com dores e desafios relacionados à endometriose.

Em uma de suas últimas publicações, Andréa respondeu dúvidas de seguidores sobre o tratamento da doença, incluindo questionamentos sobre a retirada do útero.

Além da atuação na medicina, ela também dividia momentos pessoais, como viagens. Em uma delas, à África do Sul, posou ao lado de uma estátua de Nelson Mandela. Em outra postagem, relatou a visita ao Museu do Apartheid, destacando a importância da memória na luta contra o racismo.

Entenda o caso

A médica Andréa Marins Dias, de 61 anos, foi baleada enquanto voltava da casa dos pais, na noite de domingo (15), em Cascadura, zona norte do Rio. Ela dirigia pela Rua Palatinado quando foi atingida dentro do próprio carro.

Uma das linhas de investigação aponta que o veículo da vítima, um Corolla Cross branco, pode ter sido confundido com o de criminosos que estariam realizando roubos na região. Segundo a Polícia Militar, agentes do 9º BPM identificaram um carro com características semelhantes, além de um Jeep e uma motocicleta, o que deu início a uma perseguição.

Em imagens que circulam nas redes sociais é possível ver o momento em que policiais abordam o veículo da médica. Eles chegam a bater com um fuzil na porta da motorista para ela abrir a porta, mas a mulher já estava morta.

Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ) afastou das atividades operacionais os policiais envolvidos na ação que resultou na morte de Andréa. De acordo com a corporação, o afastamento dos agentes das atividades externas foi determinado pelo comandante do 9º Batalhão da PM (Rocha Miranda), como medida administrativa enquanto o caso é apurado.

A PM informou ainda que todos os policiais envolvidos utilizavam câmeras corporais no momento da ocorrência e que os equipamentos já foram disponibilizados para a investigação conduzida pela Polícia Civil.

A Corregedoria Geral da corporação instaurou um procedimento interno para apurar os fatos. Em nota, a Polícia Militar lamentou a morte da médica e afirmou que está colaborando integralmente com as investigações realizadas pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC).

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