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Violência sexual contra homens atinge nível alarmante no Brasil; veja números

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Homens correspondem a 11,8% das vítimas de violência sexual no Brasil  |   Bnews - Divulgação Reprodução Metrópoles
Redação Bnews

por Redação Bnews

redacao@bnews.com.br

Publicado em 11/05/2025, às 14h26 - Atualizado às 15h26



Em 2024, o Brasil bateu o recorde de casos envolvendo homens vítimas do crime de estupro com 10.603 ocorrências registradas. Isso significa um aumento de 29,4% em relação a 2020, que computou 8.188 denúncias, revela pesquisa da ONG Memórias Masculinas.

Com 1.117 registros no mês de janeiro, o ano já começou batendo o recorde em relação aos anteriores. Este é o maior número de casos de violência sexual contra homens dos últimos seis anos. Entre 2020 e 2024, foram 45.716 denúncias registradas.

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Mesmo com todo esse índice, as mulheres ainda estão entre a maioria quando se trata da violência sexual. De 2020 a 2024 foram registrados 339.598 casos. Elas foram 88,1% dos alvos, enquanto os homens corresponderam a 11,8%.

Em entrevista ao portal Metrópoles, o psicólogo Denis Ferreira, um dos fundadores ONG Memórias Masculinas, contou que resolveu criar a instituição para prestar apoio profissional para homens que foram vítimas de violência sexual, motivado pela quantidade de pacientes vítimas deste tipo de crime, que demoravam a buscar ajuda.

“Eu já tinha atendido alguns homens vítimas de violência sexual, que não tinham procurado psicoterapia por conta da violência, mas por outras questões, e que, no decorrer da psicoterapia, falaram das situações vividas. No meio do doutorado, vendo prevalência, fatores associados, consequências para a vida desses homens, eu criei junto com um grupo de amigos a Memórias Masculinas”, explicou o profissional.

A ONG funciona em regime de plantão psicológico e de atendimentos de psicoterapia breve. De 2020 até agora, 400 pedidos de atendimento foram feitos, mas, de acordo com a análise realizada no último mês, apenas 50% desses homens foram atendidos.

“É que 90% das agressões sexuais contra os homens são cometidas por outros homens. Então, aquela experiência da violência sexual em si é uma experiência homossexual e existe um tabu muito grande acerca disso", esclareceu o psicólogo.

Além desse, existem outro fatores, que fazem com que os homens deixem de pedir ajuda ou desistam após a solicitação, como a ausência de uma educação sexual e o fatos de eles não se reconhecerem como vítimas, principalmente quando o agressor é do sexo feminino.

Denis revela ainda que "a violência é a objetificação de uma fragilidade desse homem ... que, socialmente falando, é como se ele tivesse sido incapaz de ser forte o suficiente para resistir à agressão".

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