Polícia

Comandante da PMBA esclarece invasão de policiais a terreiro de Lauro de Freitas e destaca reunião marcada: "dizer se erramos"

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O terreiro emitiu uma nota informando que tomará providências jurídicas cabíveis para buscar justiça e a responsabilização dos envolvidos  |   Bnews - Divulgação Bnews
Mariana Cedrim

por Mariana Cedrim

Publicado em 03/08/2026, às 19h37



O comandante-geral da Polícia Militar da Bahia (PMBA), Coronel Magalhães, explicou na noite desta segunda-feira (3), durante sua participação no programa Bnews Agora, da Itapoan FM, com a apresentadora Victoria Alves, como ocorreu a invasão de policiais militares ao terreiro Ilê Axé Opô Aganju, em Lauro de Freitas, Região Metropolitana de Salvador, acompanhado de uma equipe de TV. O comandante destacou que já tem uma reunião agendada com os representantes do centro de matriz africana.

De acordo com o coronel, a guarnição atendeu o chamado de uma mãe, no último sábado (1º), que apontou que o filho havia sido sequestrado e, a partir daí, os policiais começaram as buscas em torno da localidade de Vila Praiana, onde fica localizado o terreiro. Magalhães ainda destacou que conhece bem a área poque atuou por dois anos na Região Metropolitana de Salvador.

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"Nós demos aquele apoio que ela pedia porque ela dizia que o filho dela tem acabado de ser sequestrado por três pessoas. Chegaram informações e a nossa equipe caminhou efetivamente por aqueles ambientes e entrou no terreiro. O portão estava aberto e digo isso porque já passei por muitas vezes, lá é aberto ao público. Eles adentraram naquele ambiente e foi informado que não tinha ninguém estranho ali e eles saíram".

O comandante explicou que foi determinada a abertura de um procedimento, para que a situação se torne um estudo de caso. Além disso, ressaltou o respeito que a instituição tem com as religiões de matris africana.

"Nós temos inclusive um grupo voltado na PM para a instrução das religiões de matriz africana. Nosso departamento de desenvolvimento social faz isso. Nós temos um grupo voltado para isso, então nós temos o respeito sim. O pessoal do terreiro vai estar conosco, para a gente dizer se erramos, o quanto erramos e corrigirmos esses erros."

A FENACAB repudiou ação policial

Ao tomar conhecimento da ocorrência no terreiro, a Federação Nacional do Culto Afro Brasileiro (FENACAB) emitiu uma nota repudiando a ação e classificando como “truculenta, áspera e ilegal”.

"Utilizamos da presente para externar nosso repúdio ao ato absurdo de invasão ao Ilê Axé Opô Aganjú. A situação se agrava ainda mais pelo fato do ato arbitrário ter sido exposto na mídia. Salientamos que estamos unidos ao Ilê Axé Opô Aganjú no sentido de cobrarmos as providências cabíveis imediatamente.”

O que diz o terreiro Ilê Axé Opô Aganjú

Em nota, o templo religioso apontou que entrada dos policiais ocorreu sem ordem judicial e sem autorização da instituição e que a ação realizada na localidade de Vila Praina não possui qualquer vínculo com o terreiro. Além disso, criticaram a transmissão da ação ao vivo pela televisão.

"O terreiro repudia veementemente a exposição e a violação de domicílio, informando que tomará providências jurídicas cabíveis para buscar justiça e a responsabilização dos envolvidos."

O Ilê Axé Opô Aganjú reafirmou seu compromisso histórico com a paz, a preservação da cultura afro-brasileira, a segurança dos frequentadores, garantindo que as atividades da casa seguem mantidas normalmente.

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