Polícia
Publicado em 22/10/2024, às 09h01 - Atualizado às 09h20 Redação BNews
O avanço do Primeiro Comando da Capital (PCC), facção criminosa com maior atuação no estado de São Paulo, no mercado internacional de drogas fez com que outros grupos ampliassem seus poderes em importantes estados do país. Quadrilhas cariocas como o Comando Vermelho (CV) e o Terceiro Comando Puro (TCP) têm ganhado territórios e ampliado a atuação.
As informações constam num levantamento divulgado pelo site Metrópoples. Nos últimos cinco anos, segundo informações das polícias da Bahia e de Minas Gerais, por exemplo, as duas facções avançaram sobre áreas dominadas por facções regionais, que antes eram abastecidas pelo PCC.
Autoridades de segurança pública e pesquisadores ouvidos pelo portal apontam que o fenômeno, também observado no Nordeste, pode ser explicado pela falta de interesse do PCC nos mercados regionais de drogas.
A facção paulista, que hoje está presente em pelo menos 23 países, fatura cerca de R$ 11 bilhões por ano só com a pasta base de cocaína exportada por meio do Porto de Santos, de acordo com estimativa do Ministério Público de São Paulo(MP-SP). Na avaliação da promotoria, o quilo da cocaína comprado a 1,2 mil dólares na Bolívia é vendido a pelo menos 35 mil euros na Europa. Isso fez com que, por exemplo, locais onde antes o PCC tinha o comando na venda de drogas passassem a ser "abandonados", como bocas de fumo e biqueiras na capital paulista.
“Hoje, o tráfico internacional da pasta base de cocaína representa dois terços dos negócios do PCC. Não temos informações sobre o que acontece em outros estados, mas aqui em São Paulo eles praticamente abandonaram as biqueiras internas”, afirma um promotor do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, ouvido pelo Metrópoles, que não quis se identificar.
Em Salvador, a união entre os grupos criminosos Bonde do Maluco (BDM) e Terceiro Comando Puro (TCP) tem se mostrado presente em diferentes bairros de Salvador. Em Nova Brasília, na região da Estrada Velha do Aeroporto, por exemplo, as siglas comprovando a união das facções já podem ser vistas facilmente. Conforme apurado pelo BNews, a briga por posse trouxe uma das principais organizações criminosas do Rio de Janeiro até à região: o Comando Vermelho (CV).
“Essa estratégia de domínio territorial e venda varejista local é muito mais característica do Comando Vermelho. Acho que tinha uma lacuna aí que o Comando Vermelho está preenchendo a partir do momento que ganhou essa dimensão nacional mais presente”, diz o pesquisador Bruno Paes Manso, do Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo, ao Metrópoles.
Na Bahia, o avanço do Comando Vermelho (CV) ocorre há aproximadamente três anos, segundo uma fonte policial ouvida pela reportagem. Conforme a fonte, o Primeiro Comando da Capital (PCC) já atua há mais tempo no estado, em aliança com o Bonde do Maluco (BDM), uma facção bem estruturada na região. No entanto, nos últimos anos, a presença do CV, e até do Terceiro Comando Puro, tem sido cada vez mais percebida.
A mesma fonte destacou que a Bahia é uma região estratégica para o crime organizado, devido a rotas cruciais que conectam o estado a todo o Nordeste. Além disso, os portos, tanto públicos quanto privados — são pelo menos seis no total — acabam se tornando alvos naturais das facções criminosas.
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