Polícia

Cortava a internet e cobrava para voltar: Polícia desmonta esquema que extorquia provedores na Bahia

Arquivo / PC
Um dos presos em Feira de Santana era gerente das atividades ilícitas, enquanto outro em Simões Filho arrecadava os valores extorquidos  |   Bnews - Divulgação Arquivo / PC
Redação Bnews

por Redação Bnews

redacao@bnews.com.br

Publicado em 09/07/2026, às 07h36



A Polícia Civil da Bahia desarticulou, nesta quarta-feira (8), uma organização criminosa investigada por extorquir empresas provedoras de internet em Simões Filho e Feira de Santana. A Operação Reconectando cumpriu dois mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão. Segundo as investigações, o grupo exigia pagamentos periódicos para permitir o funcionamento dos serviços e usava sabotagem na rede como forma de pressão.

Como o grupo atuava
De acordo com a apuração, os suspeitos coagiam proprietários e funcionários de provedores. Para forçar o pagamento, promoviam o corte de cabos de fibra óptica, interrompiam serviços de telecomunicação e impediam a atuação de equipes técnicas de manutenção.

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular

Google News Bnews

As ordens partiam das lideranças por videoconferência. A prática afetava diretamente o funcionamento das empresas e a prestação do serviço aos clientes.

Prisões em Feira e Simões Filho
Em Feira de Santana, foi preso um homem de 33 anos, apontado como gerente das atividades ilícitas no município. Ele também seria responsável por usar um estabelecimento comercial para ocultar o dinheiro obtido com as extorsões. O investigado tem antecedente por tráfico de drogas.

Já em Simões Filho, a Polícia Civil prendeu um homem de 26 anos, responsável pela arrecadação dos valores e pelo repasse aos demais integrantes do grupo.

Um terceiro investigado, apontado como líder da organização e responsável por coordenar as ações remotamente, segue foragido.

Valores e prejuízos
As investigações indicam que o grupo movimentava mais de R$ 100 mil por mês com as extorsões. Em um dos casos, uma empresa foi obrigada a pagar R$ 18 mil em apenas um mês para manter suas atividades funcionando.

Investigação segue em andamento
A apuração começou em setembro de 2025 e continua para identificar outros envolvidos, calcular o prejuízo causado às vítimas e rastrear a movimentação financeira do grupo. Também foram solicitadas as quebras de sigilos bancário, telefônico e de dados dos investigados.

A operação foi conduzida pela 22ª Delegacia Territorial de Simões Filho (22ª DT/Simões Filho), com apoio do Núcleo de Inteligência do Departamento de Polícia Metropolitana (Depom) e do Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro (LAB-LD).

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)
{# Os assets da galeria (unitegallery) sao injetados em bones/objects.py, somente quando o artigo tem galeria. #}