Polícia
Uma menina, de 10 anos, vítima de sequestro e mantida em cárcere privado pelo próprio pai há mais de 15 dias, foi libertada pela Polícia Militar, nesta quarta-feira, 7, na cidade de Praia Grande, em São Paulo. O homem foi preso após tentar fugir da abordagem.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública de SP, a criança foi sequestrada no dia 20 de setembro, quando o criminoso agrediu a ex-companheira em um hotel em Barueri,, e fugiu com a filha. Por meio de nota divulgada à imprensa, o órgão detalhou como a PM chegou até o suspeito.
"Os dois foram vistos de mãos dadas sob forte chuva. Os policiais desconfiaram da situação ao perceberem as condições das roupas da menina. Durante a abordagem, foram identificadas contradições entre as versões apresentadas pelo homem e pela filha. Em determinado momento, o suspeito tentou fugir, dando início a um acompanhamento policial. Ele foi alcançado na Avenida Castelo Branco e conduzido à delegacia", disse o órgão.
Ainda segundo a SSP-SP, a menina estava com um celular que pertencia à mãe, o que permitiu aos policiais entrarem em contato com ela. A criança foi encaminhada ao pronto-socorro para avaliação médica. O Conselho Tutelar também foi acionado e compareceu à unidade policial para acompanhar o caso e auxiliar no reencontro da menina com a mãe.
Ainda no informativo da Secretaria da Segurança Pública de SP, o episódio teve início em 20 de setembro, quando o homem agrediu a ex-companheira em um hotel localizado no Parque dos Camargos, em Barueri.
“Segundo o boletim de ocorrência, a mulher estava na rua com a filha quando foi surpreendida pelo ex-companheiro, que passou a ameaçá-la com uma arma de fogo. As duas foram levadas para o hotel, onde a mulher teria sido dopada e agredida”, detalhou.
Após as agressões, o suspeito fugiu do local levando a menina e uma bolsa com pertences pessoais da ex-companheira. Entre os objetos estava o celular, posteriormente localizado com a filha.
A Polícia Militar foi acionada, e a mulher foi encaminhada ao pronto-socorro para avaliação médica. O caso foi registrado como violência doméstica, lesão corporal, roubo, sequestro e cárcere privado na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Barueri.
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