Polícia
Considerado o bairro mais boêmio de Salvador e composto por uma série de belezas naturais e culturais, o Rio Vermelho, conhecido por abrigar uma variedade de opções de lazer, principalmente, para quem gosta da vida noturna, também se destaca quando o assunto é segurança pública.
Ao BNews, o empresário Ricardo Silva, chef de cozinha e dono do restaurante Silva, relatou que, apesar das ocorrências pontuais registradas há alguns meses, o bairro continua sendo um local aconchegante, seguro e muito demandado por baianos e turistas.
"Por causa de algumas matérias jornalísticas publicadas se criou uma sensação geral, principalmente por parte dos moradores, de que o Rio Vermelho era muito violento e que tinha muitos moradores de rua. Na verdade, não tem. É um grande bairro. Um bairro de passagem que circula muita gente. Então, obviamente, onde circula muita gente, tem muito carro sendo estacionado. Por causa disso, tem guardador de carro, pedinte, tudo isso que o grande público atrai", disse ele.
Em seu relato, ele também disse que empreendedores e moradores da região mantêm relação próxima, tranquila e aberta com a Polícia Militar e com a Guarda Municipal de Salvador (GCM). "A Guarda Municipal tem vindo recorrentemente ao Rio Vermelho. Temos visto, com mais frequência, ações de combate aos flanelinhas porque entendemos, que, nesse caso, não era uma questão apenas da polícia. A gente tem visto o serviço social, a atenção social, indo nesses usuários de drogas, nos moradores de rua", afirmou.
O que diz a Guarda Municipal
O BNews conversou com o gerente de Operações da GCM, Bruno Muniz, e, durante a entrevista, o representante do órgão descreveu o cenário da segurança do Rio Vermelho.
"Após reuniões junto com a Polícia Militar e a Associação de Comerciantes local, avaliamos que o Rio Vermelho não é um bairro violento. Temos alguns pequenos delitos, que infelizmente são frutos da nossa sociedade e presente nas grandes capitais, tanto no Brasil, quanto no mundo", declarou.
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"Com isso, fizemos um ajuste em colaboração com a PM onde damos apoio à Companhia da forma que estamos fazendo com blitz contra a atuação de flanelinhas, uma vez que alguns deles estão na ilegalidade. Inclusive, em uma abordagem, um deles tinha um mandado de prisão em aberto. Além disso, estamos fazendo patrulhamento preventivo em horários acordados com a PM para poder otimizar o serviço de segurança", disse Bruno.
O que diz a Polícia Militar
A segurança pública no bairro fica a cargo da 12ª Companhia Independente da PM, localizada na Rua Ilhéus, nº 47. Segundo a subcomandante da unidade, capitã Daniele Ministro, o policiamento na localidade é marcado pela proximidade e pelo vínculo que os policiais têm com o bairro.
"A população tem acesso direto a 12ª CIPM. O Rio Vermelho tem um conselho de moradores que é muito forte. Então, trocamos essas informações e compartilhamos essa responsabilidade da segurança o tempo inteiro, inclusive, com orientações e capacitações. Fornecemos cursos de porteiro, de cuidador de idosos, porque tudo isso fortalece essa parte de policiamento", destaca.
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"Além desse policiamento ostensivo, a gente busca fazer a parte comunitária de forma completa e sistêmica com as operações extraordinárias. O policiamento aqui é feito de forma específica, deliberada e de acordo com as demandas. É um bairro que tem muito evento. Os comerciantes são parceiros. Temos contato direto à rede hoteleira e à rede de restaurantes. São pessoas com quem temos um contato muito próximo. Isso facilita a troca de informações sobre qualquer tipo de ocorrência, nos aproxima e nos ajuda a obter mais informações para fazer o policiamento cada vez mais mais próximo da realidade", completou a oficial em entrevista ao BNews.
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