Polícia
por Samuel de Jesus
Publicado em 16/10/2026, às 08h04
A delegada da Polícia Civil do Pará, Maria Virgínia Grimwood, presa por suposto envolvimento com o tráfico, já havia sido acusada de matar o ex-namorado, o investigador da Polícia Civil Heldenilson Costa Holanda, em 2003, mas foi absolvida pelo Tribunal do Júri em 2010.
Ela foi presa em Brasília, na quinta-feira (15), durante a Operação Sinalagma, sob suspeita de fornecer informações sigilosas e oferecer proteção institucional a integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC).
🚨 Megaoperação prende líder do PCC que mantinha relação com delegada Leia na coluna Na Mira, de @carloscarone78 https://t.co/779EebeO4x
— Metrópoles (@Metropoles) October 15, 2026
Segundo as autoridades, Maria Virgínia teria recebido R$ 50 mil para repassar informações restritas e favorecer membros da facção.
O investigador Heldenilson Costa Holanda, ex-namorado da delegada, foi encontrado morto com um tiro na cabeça, e Maria Virgínia passou a responder pela acusação de homicídio. O caso aconteceu em 7 de junho de 2003.
A delegada negou ter cometido o crime em depoimento no ano de 2004 e afirmou que o ex-namorado havia tirado a própria vida.
O julgamento ocorreu em março de 2010. Na ocasião, o promotor de Justiça pediu a absolvição da policial por considerar que não havia provas suficientes para sustentar a acusação. Os jurados decidiram absolvê-la por maioria dos votos.
Segundo as investigações da Operação Sinalagma, Maria Virgínia mantinha um relacionamento amoroso com Renato Henrique do Carmo, conhecido como “Gordão”, apontado como uma das lideranças do PCC na região de Muro Alto, em Ipojuca, Pernambuco.
A apuração indica que a delegada teria passado informações sigilosas e oferecido proteção a integrantes da organização criminosa. Os investigadores também apuram possíveis crimes de corrupção.
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