Polícia
Publicado em 16/01/2025, às 17h08 Andrêzza Moura
Maria Francileide Nunes, de 55 anos, mulher do policial civil Arnaldo José Nascimento, 57, morto a tiros, no dia 6 de janeiro, na rua Guaracapá, em São Miguel Paulista - zona leste de São Paulo -, consultou o salário do marido durante o velório do falecido. Foi o que afirmou o delegado Antônio José Pereira, titular da 7ª Seccional de Polícia, na zona leste da capital paulista, em coletiva à imprensa.
“Durante o velório, ela consultou o nosso departamento pessoal sobre a possibilidade do recebimento do salário. Foi pedido uma certidão de óbito e ela trouxe uma declaração, que é o primeiro documento que se emite após uma morte. Então, essas suspeitas foram acumulando”, disse Pereira.
A mulher foi presa no dia 13 de janeiro suspeita de ser a mandante do crime. No momento da prisão, ela teria tentado sacar a arma do marido, que estava na cintura. A princípio, a morte do policial estava sendo investigada como latrocínio - roubo com resultado morte -, mas a polícia passou a desconfiar de Maria Francileide após ela demonstrar frieza com o assassinato do marido e mentir para a polícia em depoimento.
“Ela mentiu para mim no dia dos fatos, falando que não conhecia [o suspeito]”, completou o delegado Luiz Augusto Romani, do Corpo Especial de Repressão ao Crime Organizado (Cerco) da 7º Seccional, também durante coletiva.
Um homem identificado como Douglas Cabral de Oliveira, 39, suspeito de participação na morte de Arnaldo foi preso em flagrante no mesmo dia do crime. Ele confessou a envolvimento no assassinato. Nesta quarta-feira (15), a polícia localizou outro suspeito que estava foragido. Ronaldo da Silva, o Tatu, é apontado como o responsável pelos disparos que mataram o agente da civil dentro da gráfica na qual ele era sócio da mulher.
Segundo a polícia, Ronaldo prestava serviços como terceirizado na gráfica. Já Douglas foi convidado por Ronaldo para participar do suposto roubo, sem saber que o comparsa mataria o policial. As imagens de segurança do local registraram a presença dos dois homens na cena do crime. A mulher também estava na gráfica.
“Ela disse que aquele rapaz que saiu na porta [Douglas] não estava no local do crime, que não era o que foi apresentado aqui [na delegacia]. Ela simplesmente alega que ele cobriu o rosto com papelão. Pelas imagens, em nenhum momento ele se escondeu”, revelou o delegado Antônio José Pereira.
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