Polícia
por Analu Teixeira
Publicado em 02/09/2026, às 22h18 - Atualizado às 23h06
Mais de dois anos após o dentista Clei Bagattini, de 50 anos, ser executado a tiros dentro do próprio consultório, a Polícia Civil apontou que o assassinato foi encomendado e planejado por um grupo que atuava como uma espécie de “escritório do crime” em Vilhena, Rondônia. Quatro suspeitos foram presos na terça-feira (1º), durante uma nova fase da investigação.
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A conclusão foi apresentada pela Polícia Civil em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (2). Segundo os investigadores, os integrantes do grupo não tinham relação anterior com Clei e teriam participado diretamente do planejamento e da execução do homicídio. Os nomes dos quatro presos não foram divulgados.
O dentista foi assassinado em julho de 2024. Na ocasião, um homem entrou na clínica onde ele trabalhava e efetuou os disparos. Clei morreu ainda no local.
A investigação se estendeu por mais de dois anos e resultou em um inquérito com cerca de 2 mil páginas. De acordo com a polícia, a organização criminosa responsável pela execução já foi desarticulada.
As investigações apontaram que os envolvidos chegaram a realizar encontros presenciais em áreas de mata para discutir o assassinato. Depois da execução, os suspeitos também teriam destruído os próprios celulares em uma tentativa de eliminar possíveis provas.
Até agora, sete pessoas foram identificadas no decorrer da apuração. Na primeira fase da investigação, a polícia apontou a participação de Raqueline Leme Machado e do namorado, Maicon Sega Araújo. Os dois foram condenados pela Justiça em abril deste ano.
Outro identificado foi Maicon da Silva Raimundo, apontado pelos investigadores como o responsável por efetuar os disparos contra Clei. Ele não chegou a ser preso pelo assassinato. Cinco meses depois do crime, morreu durante um confronto com policiais em Colniza, no Mato Grosso.
As quatro prisões realizadas nesta segunda fase não encerram completamente o caso. A Polícia Civil iniciou uma terceira etapa da investigação para identificar outras pessoas que possam ter participado do planejamento ou da execução do homicídio.
A estimativa dos investigadores é de que outros três ou quatro envolvidos ainda possam ser identificados. A polícia não revelou a identidade dos quatro presos na operação mais recente nem detalhou a atuação individual de cada um no assassinato.
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