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“Desbloqueio de Pix” e reconhecimento facial: Mulher é presa suspeita de usar rosto de amigos e parentes em golpes de R$ 1 milhão

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Investigada teria conquistado confiança de amigos e parentes para obter documentos, celulares e reconhecimento facial; ao menos oito vítimas já foram identificadas  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Redes Sociais
Tiago Di Araújo

por Tiago Di Araújo

tiago@bnews.com.br

Publicado em 26/09/2026, às 09h44



Uma mulher de 28 anos foi presa nesta sexta-feira (25/9), em Itanhandu, no Sul de Minas Gerais, suspeita de participar de uma série de estelionatos que teria causado um prejuízo estimado em R$ 1 milhão.

Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), Luana Oliveira Franco da Rosa teria usado documentos e procedimentos de reconhecimento facial de pessoas próximas para contratar financiamentos de veículos sem autorização.

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A investigada se apresentou na Delegacia de Polícia Civil de Itanhandu, onde teve cumprido um mandado de prisão preventiva.

Até o momento, pelo menos oito vítimas foram identificadas. A Polícia Civil ainda apura o valor exato do prejuízo e investiga a possibilidade de outras pessoas terem sido lesadas.

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Suspeita teria usado confiança das vítimas

De acordo com as investigações, Luana teria se aproveitado da relação de confiança que mantinha com amigos, parentes e conhecidos para conseguir acesso a documentos pessoais, celulares e informações bancárias.

Segundo o inquérito, ela apresentava diferentes justificativas para obter os dados. Entre os argumentos estariam supostos procedimentos para desbloqueio de Pix, cadastro bancário ou comprovação de pagamentos.

Em algumas situações, conforme a apuração, as próprias vítimas teriam realizado o reconhecimento facial e entregue o celular à investigada por acreditarem nas explicações apresentadas.

Depois de obter os dados e acessos, financiamentos de veículos teriam sido contratados em nome das vítimas sem que elas tivessem autorizado as operações, segundo a Polícia Civil.

Idosa de 72 anos está entre as vítimas

Uma das pessoas identificadas durante a investigação tem 72 anos e conhecia a suspeita havia mais de uma década.

As duas mantinham uma relação próxima, e, conforme a apuração policial, Luana frequentava a residência da mulher.

A investigação também aponta que a suspeita teria solicitado dinheiro emprestado a pessoas do seu círculo de convivência, prometendo devolver posteriormente. Os relatos reunidos no inquérito indicam que os valores não teriam sido pagos.

Mandado de prisão foi expedido em setembro

Diante dos elementos reunidos na investigação, a Polícia Civil solicitou a prisão preventiva da mulher em 2 de setembro.

Após a Justiça expedir o mandado, policiais fizeram diligências no endereço da investigada, em Itanhandu, nos dias 17 e 18 de setembro, mas ela não foi localizada.

A prisão ocorreu nesta sexta-feira, quando Luana se apresentou espontaneamente na delegacia. Após os procedimentos de polícia judiciária, ela será encaminhada ao sistema prisional e permanecerá à disposição da Justiça.

As investigações continuam para esclarecer os fatos, calcular o prejuízo total e verificar se existem outras possíveis vítimas.

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