Polícia
Uma mulher de 28 anos foi presa nesta sexta-feira (25/9), em Itanhandu, no Sul de Minas Gerais, suspeita de participar de uma série de estelionatos que teria causado um prejuízo estimado em R$ 1 milhão.
Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), Luana Oliveira Franco da Rosa teria usado documentos e procedimentos de reconhecimento facial de pessoas próximas para contratar financiamentos de veículos sem autorização.
A investigada se apresentou na Delegacia de Polícia Civil de Itanhandu, onde teve cumprido um mandado de prisão preventiva.
Até o momento, pelo menos oito vítimas foram identificadas. A Polícia Civil ainda apura o valor exato do prejuízo e investiga a possibilidade de outras pessoas terem sido lesadas.

De acordo com as investigações, Luana teria se aproveitado da relação de confiança que mantinha com amigos, parentes e conhecidos para conseguir acesso a documentos pessoais, celulares e informações bancárias.
Segundo o inquérito, ela apresentava diferentes justificativas para obter os dados. Entre os argumentos estariam supostos procedimentos para desbloqueio de Pix, cadastro bancário ou comprovação de pagamentos.
Em algumas situações, conforme a apuração, as próprias vítimas teriam realizado o reconhecimento facial e entregue o celular à investigada por acreditarem nas explicações apresentadas.
Depois de obter os dados e acessos, financiamentos de veículos teriam sido contratados em nome das vítimas sem que elas tivessem autorizado as operações, segundo a Polícia Civil.
Uma das pessoas identificadas durante a investigação tem 72 anos e conhecia a suspeita havia mais de uma década.
As duas mantinham uma relação próxima, e, conforme a apuração policial, Luana frequentava a residência da mulher.
A investigação também aponta que a suspeita teria solicitado dinheiro emprestado a pessoas do seu círculo de convivência, prometendo devolver posteriormente. Os relatos reunidos no inquérito indicam que os valores não teriam sido pagos.
Diante dos elementos reunidos na investigação, a Polícia Civil solicitou a prisão preventiva da mulher em 2 de setembro.
Após a Justiça expedir o mandado, policiais fizeram diligências no endereço da investigada, em Itanhandu, nos dias 17 e 18 de setembro, mas ela não foi localizada.
A prisão ocorreu nesta sexta-feira, quando Luana se apresentou espontaneamente na delegacia. Após os procedimentos de polícia judiciária, ela será encaminhada ao sistema prisional e permanecerá à disposição da Justiça.
As investigações continuam para esclarecer os fatos, calcular o prejuízo total e verificar se existem outras possíveis vítimas.
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