Polícia

Diaba Loira ostentava fuzil, tatuagem sinistra e desafiava a polícia: "não me entrego viva, só saio no caixão"

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Conhecida como Diaba Loira, a traficante Eweline Passos Rodrigues, de 28 anos, foi morta por rivais na madrugada desta sexta-feira (15)  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Instagram
Tiago Di Araújo

por Tiago Di Araújo

tiago@bnews.com.br

Publicado em 15/08/2025, às 11h49



Na madruada desta sexta-feira (15), a traficante Eweline Passos Rodrigues, de 28 anos, que ficou conhecida pelo vulgo de Diaba Loira, foi morta no Rio de Janeiro. O corpo da jovem foi encontrado na Rua Cametá, em Cascadura, na Zona Norte, com sinais de tortura e diversas marcas de tiros na cabeça e no tórax.

Natural de Santa Catarina, Eweline foi para o Rio de Janeiro em 2022, quando entrou para o crime e se aliou ao Comando Vermelho (CV) e passou a atuar no tráfico de drogas interestadual. Diaba Loira era procurada pelo Setor de Inteligência da Polícia Militar de Santa Catarina e Forças de Segurança do Rio de Janeiro.

diaba loira

A traficante ganhou notoriedade depois de trocar o Comando Vermelho (CV) pelo Terceiro Comando Puro (TCP), o que gerou ameaças dos ex-aliados. A mudança de lado fez ela ser jurada de morte pelo CV, mas não se intimidava e continuava ostentando armas pesadas, como fuzis e pistolas, nas redes sociais.

Com milhares de seguidores na web, Diabo Loira exibia com orgulho também uma tatuagem sinistra nas costas. O desenho retratava uma mulher portando um fuzil, em frente à uma favela e "caminhando" para as portas do céu, além das imagens de um coelho e um dinossauro.

tatuagem

Diaba Loira entrou no tráfico após tentativa de feminicídio

Executada de forma brutal por membros da facção Comando Vermelho (CV), na madrugada desta sexta-feira (15), a traficante Eweline Passos Rodrigues, que ficou conhecida pelo vulgo de Diaba Loira, entrou para o mundo da criminalidade após uma triste situação familiar.

Natural de Santa Catarina, Eweline foi para o Rio de Janeiro em 2022, aos 25 anos. O motivo que desencadeou a mudança, entretanto, teria sido uma tentativa de feminicídio praticada pelo então ex-companheiro. Na ocasião, a jovem teve o pulmão perfurado com golpe de faca, mas conseguiu sobreviver.

Em suas publicações, desafiava não somente os rivais, mas também as autoridades. Uma das postagens que geraram grande repercussão, ela debochou dos mandados de prisão em aberto. "Não me entrego viva, só saio no caixão", escreveu.

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