Polícia

Don Juan seduz viúva, leva todo dinheiro dela e ainda vende casa milionária para pagar suposta dívida com agiota

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Situação aconteceu na cidade de Ceilândia, que fica no Distrito Federal  |   Bnews - Divulgação Divulgação | Freepik
Alex Torres

por Alex Torres

Publicado em 29/07/2025, às 08h30 - Atualizado às 09h20



Um homem identificado como João Aguimar de Oliveira Júnior é acusado de seduzir e manipular uma viúva de 45 anos visando conseguir dinheiro dela através de transferências bancárias. A situação aconteceu na cidade de Ceilândia, que fica no Distrito Federal

De acordo com a coluna Na Mira, do site Metrópoles, o golpista simulava ser policial em Goiás. Eles teriam se conhecido em março deste ano, através de amigos em comum, e trocaram telefones. O casal começou a namorar poucas semanas depois.

Ainda segundo a publicação, o plano do 'Don Juan' teve início com cerca de 1 mês de relacionamento, quando ele afirmou que havia feito uma dívida de R$ 130 mil com um agiota e corria risco de morte.

A mulher acreditou na versão pelo medo de perder o rapaz, mas, com cerca de 45 dias de namoro, o suposto policial passou a "sumir" com frequência, ficando até três ou quatro dias sem fazer contato. Quando aparecia, com roupas surradas e sujas, ele dizia que estava com o grupo armado do agiota, que o pressionava e ameaçava. 

O golpista percebia o nervosismo da vítima e lançava mais uma mentira. Ele alegou estar envolvido em uma negociação para regularização de terras com o Governo do DF e que isso seria capaz de quitar as dívidas. por conta disso, a mulher realizou diversas transferências via Pix, que totalizaram mais de R$ 26 mil.

Em seu relato, a vítima explicou que o ápice das mentiras ocorreram quando o suspeito informou que a dívida com o agiota já havia ultrapassado R$ 300 mil. Para tentar resolver a situação, a mulher colocou um apartamento à venda para ajudar o estelionatário e colocou o bem no nome dele.

Diante da crescente pressão emocional, a mulher decidiu vender sua casa em Vicente Pires, avaliada em R$ 1,5 milhão. O estelionatário aceitou prontamente e afirmou que, ao concluir a negociação da regularização fundiária mencionada anteriormente, devolveria o valor integralmente.

O imóvel acabou vendido após o interessado oferecer R$ 10 mil em espécie, uma chácara, três apartamentos, dois automóveis e uma lancha. Após a conclusão da venda, o policial passou a tratar diretamente com o comprador, informando que ele ficaria com um dos veículos para revenda.

Segundo a vítima, o criminoso também negociou, sem sua autorização, a lancha e um dos veículos recebidos na transação anterior. Em contrapartida, o golpista recebeu um veículo, modeloVolvo S60 T5, e aproximadamente R$ 50 mil em espécie.

Depois de tomar conhecimento da situação, a vítima resolveu registrar ocorrência policial e solicitou medidas protetivas de urgências. A defesa do acusado afirma que ele nega veementemente a prática dos atos que foram imputados e afirmou que o cliente aguardará o momento processual adequado para prestar os devidos esclarecimentos perante a Justiça.

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