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Dono de laboratórios é preso por falsificações em exames; assista

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Proprietário de rede de laboratórios foi capturado durante a Operação Contraprova  |   Bnews - Divulgação Divulgação | PCMT
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 15/08/2025, às 09h15 - Atualizado às 09h42



Um homem - apontado como  proprietário de uma de laboratórios - foi preso nesta sexta-feira (15), durante a Operação Contraprova, por suspeita de  fraudes e falsificações de exames. A ação busca cumprir 11 ordens judiciais contra os proprietários da rede.

Segundo divulgado pela Polícia Civil do Mato Grosso (PCMT), a rede realizava exames para diversos órgãos públicos, como a Câmara e a Prefeitura de Cuiabá, e também para clínicas médicas particulares, nutricionistas e um convênio médico, além de atender pacientes particulares.

Ainda de acordo com o órgão, as investigações começaram em abril deste ano, após denúncia recebida pela Vigilância Sanitária Municipal de Cuiabá de que um dos sócios e responsável técnico pelo laboratório estaria falsificando os resultados de exames. Na ocasião, a unidade foi interditada, e o investigado chegou a ser preso em flagrante delito.

"O laboratório recebia e coletava amostras de material biológico, incluindo secreção de pacientes de home care, realizando ainda exames de covid-19, toxicológico e de doenças como sífilis, HIV e hepatites. Os laboratórios possuíam unidades nos municípios de Cuiabá, Sinop e Sorriso.

Porém, conforme divulgado pela polícia, no decorrer das investigações, foi apontado que o laboratório não realizava os exames internamente nem enviava os materiais biológicos para outros laboratórios, como afirmavam os sócios. "As amostras coletadas dos pacientes eram descartadas sem qualquer análise e os resultados dos laudos eram falsificados pelo sócio responsável técnico, que também é biomédico. Ele foi preso preventivamente nesta sexta-feira.

Ordens judiciais

Entre as ordens judiciais cumpridas na operação, estão a prisão preventiva do sócio responsável técnico pelo laboratório, busca e apreensão nas residências dos sócios e unidades da empresa, interdição judicial das três unidades, suspensão do registro de biomédico do sócio preso, suspensão de contratos do laboratório com o Poder Público e proibição dos sócios de contratar com órgãos públicos da União, Estados e Municípios. 

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