Integrantes da tradicional família Eloy, que administra uma vinícola de luxo no Rio de Janeiro, foram alvos de uma ação da
Polícia Federal nesta quarta-feira (30). Conforme investigações da operação 'Fantosos', três dos familiares são suspeitos de lavagem de dinheiro proveniente de esquema de pirâmide com Bitcoin.
Foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão nas cidades de Petrópolis (RJ) e Angra dos Reis (RJ),
após o golpe ter sido aplicado na Bahia, no Rio de Janeiro e em São Paulo. O líder do esquema era Douver Torres Braga que mantinha uma pirâmide com criptomoedas. Preso em fevereiro na Suíça, ele é acusado de aplicar o golpe em mais de 100 mil investidores, brasileiros e americanos.
Durante a ação, dois veículos de luxo, avaliados em R$ 1 milhão cada, foram apreendidos. Os donos da vinícola atuam recebendo visitantes para tours guiados de enoturismo e degustação de vinhos.
Tradição da família Eloy
A inspiração para fundar a vinícola surgiu após uma viagem à região da Toscana, na Itália, onde os idealizadores se encantaram com o universo da produção de vinhos e decidiram replicar essa vivência no Brasil.
A influência italiana se reflete não apenas na produção, mas também no projeto arquitetônico do local, que remete a uma vila típica da Toscana. O espaço abriga uma pizzaria e a enoteca da Família Eloy, reforçando o vínculo com as tradições da Itália.
Com 8,5 hectares cultivados com diferentes variedades de uvas, a vinícola oferece experiências de visita guiada e degustação, conduzidas por um sommelier. Os valores variam entre R$ 95 e R$ 220 por pessoa durante a alta temporada, dependendo do pacote escolhido.
Além disso, a família está nos preparativos finais para lançar um hotel dentro da propriedade, com previsão de abertura para o público em meados de 2025.