Polícia

DUPLA ENTROSADA: “Messi” e “Neymar” comandam equipe de fábrica de armas e munições; entenda

DIVULGAÇÃO: PC-DF
Os supostos traficantes com os nomes dos craques comandavam uma equipe de fábrica que abastecia o crime  |   Bnews - Divulgação DIVULGAÇÃO: PC-DF
Gabriel Santana

por Gabriel Santana

Publicado em 13/03/2026, às 13h22



A operação “Drible Sujo” da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), realizada pela 5ª Delegacia (Área Central), revelou um esquema de tráfico de drogas organizado como se fosse um time de futebol e suspeitos com nomes de craques atuavam para ampliar a ação ilícita.

Clique aqui e inscreva-se no canal do Bnews no YouTube.

As investigações apontam que os líderes da organização criminosa, conhecidos internamente pelos codinomes “Neymar” e “Messi”, atuavam para o funcionamento de uma fábrica clandestina de armas e munições, destinada a abastecer os próprios integrantes do grupo e também a revender armamentos para outros traficantes da região.

Os nomes verdadeiros dos dois suspeitos não foram revelados. A descoberta da ação  ilícita aconteceu durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão. Em alguns dos endereços, os policiais localizaram materiais e equipamentos que indicam a existência de uma estrutura dedicada à montagem e adaptação de armamentos.

Arsenal pesado

Durante a ação, as equipes da PCDF apreenderam centenas de munições, além de armamento de grosso calibre, como fuzis, pistolas e escopetas. De acordo com o Portal Metrópoles, o material seria usado tanto para proteger os pontos de venda de drogas da organização quanto para abastecer outros grupos criminosos, o que aumentaria o alcance do negócio ilícito.

A polícia apura também se a produção e adaptação das armas acontecia dentro da própria  estrutura da organização ou se havia colaboração de terceiros especializados em armamento.

Divulgação PC-DF
Divulgação PC-DF

Semelhança com o futebol no funcionamento

O sistema do esquema seguia de forma semelhante ao futebol. Os integrantes conhecidos como atletas eram os responsáveis por realizarem a logística da droga, além de ter acesso  ao armamento para atuar na proteção das operações e no transporte dos entorpecentes.

Com diversos setores além das armas e munições, os policiais apreenderam celulares, documentos, dinheiro vivo e outros materiais que devem ajudar nas investigações. A Polícia Civil (PC) não descarta a possibilidade de que outros integrantes ainda não identificados participem da rede de distribuição de armas.

Com o avanço da investigação, a expectativa é reunir novas provas que permitam responsabilizar todos os envolvidos de forma criminal e interromper definitivamente as atividades do grupo.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp Google News Bnews


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)