Polícia

Em grupo do WhatsApp, membros do CV debocham de cartaz de 'procurado'

Reprodução/ PMRJ
Membros do CV zombam de cartaz de procurado em grupo de WhatsApp, revelando a audácia da facção criminosa  |   Bnews - Divulgação Reprodução/ PMRJ
Bruna Rocha

por Bruna Rocha

Publicado em 02/11/2025, às 11h24



Membros do Comando Vermelho (CV) usaram grupos de WhatsApp para zombar do cartaz de procurado de um dos líderes da facção. As informações são da Polícia Civil do Rio de Janeiro e contribuíram para a deflagração da operação policial realizada nesta terça-feira (28).

O criminoso, que conseguiu fugir durante a megaoperação nos complexos da Penha e do Alemão, segue sendo procurado pelas autoridades, que buscam novas informações sobre seu paradeiro.

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As mensagens foram trocadas no grupo “Plantão marcação pai Urso”, utilizado pelos criminosos para organizar plantões em bocas de fumo e outras atividades ligadas ao tráfico de drogas. Prints dessas conversas, obtidos com autorização judicial, foram anexados à investigação para comprovar a ligação dos suspeitos com a facção criminosa.

Nas trocas de mensagens, os integrantes compartilharam imagens dos cartazes de procurados. Em uma delas, o contato identificado como “Jetta” escreveu em tom de deboche: “Maluco é brabo”. As informações constam no relatório da Polícia Civil do Rio, que embasou as operações. Segundo o documento, os investigadores concluíram que os integrantes ironizavam a divulgação do cartaz de “Gardenal” no Portal dos Procurados.

Apontado como homem de confiança do líder Doca, Gardenal é identificado pela investigação como o gerente-geral operacional do tráfico no Complexo da Penha.

“Gardenal é responsável por definir as estratégias de guerra contra facções rivais e pelas táticas de enfrentamento às forças de segurança do Estado. Também coordena as guerras expansionistas da facção”, diz trecho do relatório da Polícia Civil.

Já José Severino da Silva Junior, conhecido como “Jetta” ou “Soró”, é apontado como chefe do tráfico nos morros do Castelar e Palmerinha, na Baixada Fluminense, e estaria escondido no Complexo da Penha junto a outras lideranças da facção.

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