Polícia

Empresário baiano é apontado como líder em esquema de rifas com Nanan e Ramhon Dias

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Trio coordenava atividades de geração de receita por meio de jogos de azar  |   Bnews - Divulgação Reprodução
Alex Torres

por Alex Torres

Publicado em 14/04/2025, às 16h17 - Atualizado às 19h15



O grupo criminoso investigado na segunda fase da Operação Falsas Promessas, deflagrada na última quarta-feira (9), pela Polícia Civil, possuía o empresário juazeirense Josemário Aparecido Santos Lins como uma das lideranças, juntamente com José Roberto Nascimento dos Santos, conhecido popularmente como Nanan Premiações, e Ramhon Dias de Jesus Vaz.

A informação foi confirmada através de documentos obtidos pela reportagem do BNews. O trio coordenava atividades de geração de receita por meio de jogos de azar e adotavam esquemas complexos para movimentação e ocultação dos recursos obtidos ilegalmente, criando um sistema que permite a reinserção desses valores na economia formal.

O documento sugere ainda uma articulação conjunta para ampliar a ocultação dos recursos ilícitos e facilitar a movimentação de grandes somas de dinheiro de forma disfarçada. As apurações indicam que os investigados dedicam-se exclusivamente à lavagem de dinheiro, operando como intermediários financeiros para os envolvidos na exploração direta das rifas. 

De acordo com o relatório da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), o grupo criminiso — liderado por Nanan, Ramhon Dias e Josemário — funcionava com a participação de menores e de funcionários públicos, que se dedicavam à lavagem de capitais por meio de jogos de azar.

"As apurações indicam que Josemário utiliza uma rede de empresas, registradas formalmente em nome de terceiros, para ocultar seu verdadeiro papel no esquema criminoso, possibilitando a lavagem de dinheiro e a ocultação de recursos ilícitos provenientes de rifas fraudulentas", diz trecho do documento. 

Entre as empresas estão a “Prêmios do Vale”, a “JL Empreendimentos Imobiliários e Veículos” e a “Josemário Lins Empreendimentos LTDA”. Elas teriam uma movimentação de quantias elevadas em total incompatibilidade com a estrutura que possuem oficialmente. Em suas contas pessoais, o relatório indicou também que o empresário movimentou, entre 2019 e 2024, mais de R$ 4,4 milhões.

Diante das evidências, o documento aponta para um papel central de Josemário na organização criminosa, atuando diretamente na estrutura financeira do esquema e se beneficiando da ocultação de recursos ilícito. Além disso, ainda destaca-se que mesmo após a imposição de medidas cautelares e o uso de tornozeleira eletrônica, o empresário seguiu promovendo rifas ilegais, demonstrando desrespeito às determinações judiciais e menosprezo à aplicação da lei penal. 

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