Polícia
por Alex Torres
Publicado em 26/02/2026, às 09h54 - Atualizado às 10h45
Um empresário, identificado como Ricardo Barnabé, entrou com um pedido na Corregedoria da Polícia Militar alegando ser o dono da mala com quase R$ 1,2 milhão, apreendida na casa do sargento da PM, Nereu Aparecido Alves, preso no dia 4 de fevereiro, acusado de integrar uma organização criminosa.
A prisão do praça da PM aconteceu junto com outros dois agentes. Eles teriam ainda feito escolta para dirigentes da empresa de ônibus Transwolff, investigada por suspeita de lavagem de dinheiro da facção criminosa PCC.
Barnabé formalizou o pedido através de petição e se apresentou voluntariamente para prestar esclarecimentos e comprovar a origem dos valores. O empresário é sócio de empresas na região metropolitana de São Paulo e no interior do estado, e também afirma não ter qualquer relação com a Transwolff.
A única coisa que eu quero é pegar meu dinheiro e sair dessa palhaçada aí. Tanto é que eu admiti que esse dinheiro é meu, não tem nada a ver com os outros", disse Barnabé em entrevista à Folha de São Paulo.
O empresário, entretanto, não explicou o motivo do dinheiro em espécie estar na casa do sargento da PM. Ao ser questionado, ele encaminhou uma nota através de sua defesa, afirmando que isso será esclarecido "tão logo [ele] seja formalmente intimado ou convocado".
No interrogatório, Nereu declarou que prestava serviços de segurança para o empresário e que, a pedido dele, buscou a mala em Bauru no dia 3 de fevereiro e a levou para a capital. No entanto, o sargento não teria encontrado Barnabé e recebeu a orientação de guardar o dinheiro até o dia seguinte, mas acabou preso.
Nereu foi indiciado no último dia 19. Nessa mesma data, também foi interrogado e igualmente indiciado o capitão Alexandre. O oficial da PM negou qualquer envolvimento com o crime organizado.
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