Polícia
O empresário do ramo de aviação Marcos Vinícius Portugal Santos, de 41 anos, morreu após ser baleado enquanto trafegava com a família na Avenida Ayrton Senna, região da Barra da Tijuca, área nobre do Rio de Janeiro. O crime ocorreu no domingo (7), no momento em que eles voltavam de uma festa.
Segundo a Polícia Militar, o empresário estava acompanhado do filho e da nora, ambos de 20 anos, quando dois suspeitos em uma moto se aproximaram do veículo em que estavam e efetuaram os disparos. O para-brisa do veículo foi atingido por ao menos cinco tiros.
Marcos Vinícius foi alvejado no abdômen, peito, queixo e braço e socorrido em estado grave, mas não resistiu aos ferimentos. O filho foi ferido com um tiro de raspão, enquanto a namorada dele ficou ilesa.
De acordo com a Polícia Civil, os suspeitos fugiram sem levar nada e não anunciaram assalto, o que pode indicar que não se tratou de uma tentativa de roubo, mas de execução.
Quem era a vítima
Marcos Vinícius era empresário do setor de aviação e tinha uma carreira ligada aos mercados aeronáutico e de entretenimento.
Ele era diretiro da Flyexecutivos Administração de Aeronaves, empresa que atua na compra, venda e gestão de aeronaves. Também trabalhou como piloto de linha aérea da Avianca Brasil entre maio e setembro de 2018.
O homem utilizava as redes sociais para compartilhar fotos do trabalho e viagens internacionais para destinos como Dubai, Paris e Estados Unidos. Ele também mantinha conexão com o meio artístico, uma vez que atuava no setor comercial da Nadamal, gravadora fundada pelo rapper Filipe Ret.
De acordo com a polícia, Marcos Vinícius tem seis anotações criminais por crimes de roubo, lesão corporal, lei de contravenções penais e injúria. Em nota, a defesa dele alegou que não há condenações definitivas.
Leia a nota:
O Escritório Thiago Sgarbi Advogados esclarece informações envolvendo Marcos Vinícius, que tem sua imagem mencionada em matéria jornalística.
À época dos fatos, Marcos Vinícius trabalhava como mototaxista na entrada de uma comunidade, quando foi contratado, no próprio ponto, por um passageiro desconhecido – posteriormente apontado como possível autor do delito investigado. Durante o trajeto inicial, ambos foram abordados por policiais, que localizaram um celular apenas com o passageiro, jamais com Marcos Vinícius.
Desde o primeiro momento, as testemunhas da localidade informaram que Marcos era mototaxista conhecido no ponto, reforçando que ele apenas prestava serviço e não possuía qualquer relação com o crime atribuído ao passageiro. Tais informações foram colhidas no próprio momento da abordagem.
A narrativa policial aponta que os próprios agentes permitiram que Marcos conduzisse sua moto ao lado da viatura, justamente porque não havia qualquer indício concreto que o vinculasse ao fato. O registro de que Marcos teria “evadido-se” decorre, na verdade, de temor de que sua moto — instrumento de trabalho — fosse apreendida, pois estava sem sua carteira de identificação naquele instante. Ainda assim, sua identidade estava na posse dos policiais, e jamais houve tentativa de ocultação.
No processo referente ao suposto autor, a vítima afirmou ser impossível reconhecer o condutor da moto, já que este utilizava capacete, o que afasta qualquer imputação segura contra Marcos Vinícius.
É fundamental destacar que o procedimento envolvendo Marcos encontrava-se em fase inicial, na etapa de defesa preliminar. Não existe condenação, muito menos decisão transitada em julgado contra ele. Marcos permanece primário e amparado pelo princípio constitucional da presunção de inocência.
Assim, qualquer menção à existência de uma “ficha criminal” deve ser interpretada com rigor técnico: não há condenações definitivas.
O escritório reafirma seu compromisso com a verdade dos fatos e com o devido processo legal, repudiando qualquer associação indevida que desconsidere o contexto probatório real."
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