Polícia

Empresário que matou idoso com ‘voadora’ no peito é condenado a prisão e recebe punição severa; relembre o caso

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Tiago Gomes de Souza foi condenado após aplicar voadora fatal em César Fine Torresi, um idoso de 60 anos, em Santos  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Facebook e Matheus Croce / TV Tribuna
Cauan Borges

por Cauan Borges

cauan.borges@bnews.com.br

Publicado em 14/01/2026, às 12h24 - Atualizado às 13h04



O empresário, identificado como Tiago Gomes de Souza, acusado de matar o idoso César Fine Torresi com uma ‘voadora’ no peito foi condenado a 27 anos de prisão em regime fechado, após julgamento realizado na madrugada desta quarta-feira (14), em São Paulo. 

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O caso ocorreu na Rua Pirajá da Silva, no bairro Aparecida, em Santos, no litoral do estado, no dia 8 de junho de 2024. De acordo com boletim de ocorrência, o neto do idoso morto, de 11 anos, relatou à polícia que passou entre os carros na via com o avô pois o trânsito estava congestionado. 

O acusado freou o veículo de forma brusca e César utilizou o capô do carro como apoio, com isso, Tiago saiu do automóvel e aplicou uma voadora na vítima. A audiência teve início por volta das 13h30 da terça-feira (13) e se estendeu até a madrugada do dia seguinte, em razão do grande número de testemunhas ouvidas.

Durante a sessão, a defesa de Tiago solicitou a desclassificação do crime de homicídio qualificado para lesão corporal seguida de morte. A tese, porém, foi rejeitada pelos jurados do Conselho de Sentença, que condenaram o réu por homicídio qualificado por motivo fútil e pelo uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

A pena recebeu aumento de um terço, já que o crime foi cometido contra uma pessoa com mais de 60 anos. A juíza Patrícia Álvares Cruz também fixou o valor mínimo de R$ 300 mil como reparação pelos danos causados aos herdeiros de César.

Em nota, o advogado Eugênio Malavasi, responsável pela defesa do réu, informou que já recorreu da decisão. “Ressalta-se que o veredicto dos jurados contrariou as provas dos autos, razão pela qual a defesa interpôs recurso de apelação”, declarou.

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