Polícia

Estatísticas da violência: 11 milhões de mulheres relatam agressões de parceiros no Brasil

Marcelo Camargo/Agência Brasil
Pesquisa global indica persistência de agressões em relações afetivas e mostra impacto sobre milhões de mulheres brasileiras  |   Bnews - Divulgação Marcelo Camargo/Agência Brasil
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 05/05/2026, às 05h55



Cerca de 11 milhões de mulheres no Brasil relataram ter sofrido violência de parceiro íntimo em 2023. O dado integra o Global Burden of Disease, publicado na revista The Lancet e divulgado pela Folha de São Paulo. O país aparece numa faixa intermediária no recorte global.

No recorte percentual, isso representa algo entre 10% e 14% das brasileiras com 15 anos ou mais expostas a esse tipo de violência dentro de relações afetivas ou conjugais.

Brasil no mapa global
Segundo o jornal, o Brasil ocupa um ponto intermediário quando os dados são comparados internacionalmente. Taxas mais elevadas aparecem em regiões da África e do sul da Ásia. Ainda assim, o padrão não se rompe: a violência se mantém distribuída, persistente, sem queda consistente ao longo dos anos.

Escala mundial do problema
No cenário global, aproximadamente uma em cada cinco mulheres já sofreu violência de parceiro íntimo em algum momento da vida. Em números absolutos, são cerca de 608 milhões de mulheres.

Quando o recorte avança para violência sexual na infância, o volume cresce. Mais de 1 bilhão de pessoas, entre homens e mulheres, relatam esse tipo de experiência ao longo da vida.

Impacto acumulado
Os efeitos aparecem em indicadores de saúde ao longo do tempo. Em 2023, a violência por parceiro íntimo respondeu por 18,5 milhões de anos de vida perdidos entre mulheres.

A violência sexual na infância aparece com 32,2 milhões de anos de vida perdidos no mesmo recorte. Entre mulheres de 15 a 49 anos, esses dois fatores entram entre os principais riscos à saúde global.

Recorte brasileiro
No Brasil, 64,2% das vítimas são mulheres negras, conforme dados do Fórum. Outro ponto recorrente nos levantamentos é a subnotificação. Mesmo com ajustes metodológicos, parte dos episódios não entra nas estatísticas oficiais.

Classificação Indicativa: Livre

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