Polícia

Ex-diretor do Master vira alvo da PF por articular aportes de R$ 4 bilhões com o governo do Rio

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Diego Maciel, ex-superintendente do Banco Master, é citado em investigações da PF sobre fraudes financeiras e corrupção no Rio de Janeiro.  |   Bnews - Divulgação Reprodução / LinkedIn e Divulgação
Yuri Pastori

por Yuri Pastori

yuri.pastori@bnews.com.br

Publicado em 08/06/2026, às 08h59



O nome do ex-superintendente comercial do Banco Master no Rio de Janeiro, Diego Maciel, deve aparecer com mais frequência nas investigações da Polícia Federal (PF) sobre o caso. A informação foi apurada pelo jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo.  

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Maciel articulava, em nome de Daniel Vorcaro, com membros do governo do Rio de Janeiro na gestão Cláudio Castro, como secretários de estado, diretores de estatais como a Cedae, estatal de águas e saneamento do Rio, ou o fundo de pensão Rioprevidência.

Ainda segundo Jardim, Maciel é citado no relatório da auditoria feita pela Cedae por ter participado de uma reunião em 17 de maio de 2023 entre representantes do Master e integrantes da Diretoria Financeira da Cedae. O governo Cláudio Castro autorizou um total de R$ 4 bilhões em investimentos no Master.

Última fase da operação Compliance Zero

Na última fase da operação Compliance Zero, que investiga a fraude financeira bilionária que envolve o Banco Master, e ocorreu entre maio e o início de junho de 2026, a PF prendeu o pai de Daniel Vorcaro, Henrique Vorcaro. Foram expedidos sete mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão.

Segundo a investigação, o grupo cooptou policiais para acessar dados sigilosos e contratou hackers na Deep Web por cerca de R$ 35 mil mensais. Eles monitoravam opositores e críticas ao banco nas redes sociais, bem como, informações sobre as investigações, além de derrubar de forma clandestina perfis nas redes sociais que criticassem o banco.

A operação apontou o vínculo com o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro e o uso irregular de mais de R$ 3 bilhões do fundo de previdência estadual para aportes no banco, mesmo com alertas do TCE-RJ (Tribunal de Contas do Rio de Janeiro).

O relator do caso no STF (Supremo Tribunal Federal), ministro André Mendonça, autorizou algumas medidas contra o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e seu irmão, Raimundo Neto.

De acordo com a PF, assessores do Banco Master redigiram uma emenda à PEC 65/2023 para ampliar o teto do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão, e entregaram o texto pronto para o parlamentar protocolar.

O senador teria recebido vantagens como participação societária com forte deságio, repasses mensais de até R$ 500 mil e custeio de viagens em voos privados. O irmão do senador passou a usar tornozeleira eletrônica.

O irmão de Daniel Vorcaro, Felipe Vorcaro, apontado como operador financeiro do esquema, teve a prisão decretada após tentar fugir de uma abordagem da PF em Trancoso, na Bahia.

Vorcaro citou o patrocínio ao filme ‘Dark Horse’ na nova proposta de delação premiada entregue à Polícia Federal (PF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR) no dia 1º de junho. A expectativa da defesa do banqueiro é de que PF e PGR deem resposta sobre a nova proposta até o fim desta semana.

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