Polícia

Facção criminosa tem setor de empréstimos e cobra dívidas de inadimplentes

Imagem Facção criminosa tem setor de empréstimos e cobra dívidas de inadimplentes

Na mensagem, o "setor de empréstimos" afirma que tem ciência dos "tempos difíceis", contudo adverte que é necessário analisar caso a caso das dívidas com a "família" (PCC)

Publicado em 28/07/2022, às 06h48        Redação

Uma mensagem em áudio enviada em grupo de WhatsApp encontrada em um telefone celular apreendido e relacionado a um integrante do PCC (Primeiro Comando da Capital) da Baixada Santista, em São Paulo, indica que a facção tem um setor de empréstimos.

Segundo o colunista Josmar Jozino, do Uol, o PCC o "setor" foi criado para ajudar os "irmãos" (batizados) e "companheiros" (simpatizantes) da organização e convoca todos os associados com dívidas em atraso a quitar os débitos.

Ainda de acordo com a publicação, o "salve", os recados da facção, tem data de 11 de maio de 2022 e indica que a lista de endividados é extensa. Na mensagem, o "setor de empréstimos" afirma que tem ciência dos "tempos difíceis", contudo adverte que é necessário analisar caso a caso das dívidas com a "família" (PCC).

A Polícia Civil disse ao colunista que o telefone celular apreendido era usado por Sandro Vieira Conceição, 30 anos, o Patinho. Ele está foragido e é acusado de participação no assassinato de Gilianderson dos Santos, 37, morto a tiros dentro do Hospital Santo Amaro, no Guarujá, em 24 de abril deste ano.

As investigações apontaram que o ortopedista Alexandre Pedroso Ribeiro, 54, funcionário do hospital e conhecido no Guarujá como "Doutor PCC", facilitou a entrada de Sandro e de Vitor Hugo Assunção, 26, o Pikachu, na unidade hospitalar, para executar o homicídio.

A facção condenou Gilianderson à morte a mando do PCC sob a acusação de ter cometido crime sexual. Dois dias antes de ser morto, ele foi baleado e por isso estava internado. Os três envolvidos no assassinato foram denunciados à Justiça e são réus. O médico e Vitor Hugo estão presos.

Policiais civis investigam que Sandro era o "disciplina" do PCC na Baixada Santista, ou seja, integrante do "tribunal do crime" responsável por impor castigos aos inimigos ou para os faccionados acusados de não cumprir as regras de conduta da organização.

A mensagem enviada para Sandra aponta que "muitos maloqueiros não têm consciência e estão roubando pedestres voltando do trabalho ou da escola e, muitas vezes, tiram até a vida por causa de um telefone celular".

O texto enviado para o “disciplina” afirma ainda que roubo desse tipo "não é gratificante", adverte que o PCC não concorda com essa prática e que os faccionados precisam seguir a disciplina do grupo e ainda faz críticas aos "intrujões" (receptadores) que compram esses objetos roubados.

O comunicado, no entando, deixa claro que o PCC "não está impedindo ninguém de fazer o "corre" (roubo), mas ressalta que é preciso ter consciência e não roubar os pedestres, principalmente em pontos de ônibus perto das comunidades.

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